Os funcionários consulares e os professores de português ainda não obtiveram uma resposta clara do governo para a resolução do problema da desvalorização do euro, em relação ao franco suíço, que os penaliza fortemente no final de cada mês. Não nos admiraria nada se os cursos de língua portuguesa forem limitados, e quem sabe cancelados, no próximo ano letivo, por falta de professores. E isto porque é impossível um professor desempenhar o seu papel de docente com menos de 3000 francos na Suíça. O mesmo se aplica aos funcionários consulares. Os salários que estão a ser pagos, ao abrigo do câmbio atual, não dignificam o seu desempenho profissional.
Emigrar não é uma decisão fácil de se tomar. Não se parte à procura de um novo rumo e de uma nova vida, de forma tão ligeira como muitos possam imaginar. Deixar a família e a terra que nos viu nascer, para destinos e culturas diferentes, é sempre um processo difícil e para muitos até penoso e traumático. Isto para dizer que, se Portugal não consegue dar oportunidades de trabalho e estabilidade de vida aos portugueses, não deveria ser tão penalizador para quem partiu à procura de uma vida melhor. Os governos ao longo dos anos despiram o estatuto de emigrante a nada, só se interessando pelos seus votos, em tempo de eleições, e pelas suas remessas. Acabou tudo. Desde o estatuto de poupança emigrante, a qualquer isenção fiscal que em tempos houve. Antes pelo contrário. Pobres dos que desejam usufruir da sua reforma nos últimos anos da sua vida em Portugal, porque a lei em vigor é confusa e ambígua em relação aos que desejem mais tarde mudar a sua residência fiscal para o retângulo ao lado do Atlântico.

































