Edição Fevereiro 2015

0
506

Não quero iniciar este editorial sem antes deixar uma palavra de solidariedade a todos os professores de língua portuguesa e a todos os funcionários consulares e da embaixada, pela enorme perda dos seus salários com a desvalorização do euro. É terrível pensar no corte abruto dos seus rendimentos e as consequências terríveis que tal vai levar às suas famílias e, talvez, a impossibilidade de satisfazer os seus compromissos mensais. Mais terrível é pensar que, até ao dia de hoje, ainda nenhuma medida foi tomada por parte do governo. Espero que o bom senso prevaleça e que a situação possa ser ultrapassada o mais rápido possível. Os professores estão a fazer um trabalho notável e com tão poucos meios. Nunca vi, em tantos anos, tanta apetência e tanta vontade em ensinar os nossos jovens. A nossa língua é o património mais valioso que os portugueses têm. É o meio que nos liga e identifica como portugueses. E muitos maltratam tão mal o nosso português escrito e falado.

Os funcionários consulares e da embaixada, muitas vezes, são alvos de incompreensões fúteis e insípidas, em que os seu empenhos e profissionalismo não são devidamente reconhecidos. É fácil apontar o dedo. É fácil desmotivar e denegrir a dignidade de terceiros, e, muitas vezes, os portugueses sentem muito frequentemente a maledicência, na ponta das suas línguas. Errar é humano e não há ninguém que não erre. Muito sinceramente, que a situação dos seus salários possa ser reposta o mais velozmente possível, até porque a vida na Suíça não é propriamente barata e acessível. E, neste ponto, tenho a certeza de que todos concordam comigo.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here