Vítor Viegas despediu-se do mundo das corridas

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Este emigrante algarvio reside em Basileia, e, depois de correr em Portugal como ciclista profissional, veio para a Suíça e, sem nunca estar nos seus projetos, voltou a correr em provas amadoras e alcançou imensos êxitos.   Chegou ao fim o que foi mais do que um sonho, foi um modo de vida nos últimos 10 anos. O Vitor tem a certeza de que se não tivesse emigrado jamais voltaria a competir, e isto  dez anos depois da ultima temporada em 1998 ,em Tavira.

Nesta experiência conheceu pessoas da alta roda do ciclismo internacional, onde aprendeu imenso como o seu antigo médico, Andreas Goesele, que foi também o médico do Fabien Cancelara e da Trek Team. Teve experiências enriquecedoras, tirou dois cursos de treinador de ciclismo; nível 1  e nível 2!

Fez nestes 10 anos mais de 300 corridas e alcançou mais de 2 dezenas de vitórias, mais de 50 pódios, subindo de categoria várias vezes e fechando a temporada de 2018 com 3 vitórias, a primeira no Tour du Roinnas , a  segunda no Grand Prix de Steige e a terceira no Prix a Igney e isto, aos  44 anos  de idade.

Fechou com a chave de ouro a temporada na magnífica equipa CC Etupes , a qual representou durante  3 anos.

Para 2019 um novo projeto, que será ajudar a ciclistas amadores a explorar as suas capacidades e a melhorar as suas performances!

Deseja agradecer a todas as equipas que representou nas últimas 10 temporadas em terras estrangeiras; VCR3F SAINT LOUIS , HILITE TESTEAM e CC ETUPES. Deseja também agradecer ao seu treinador pessoal Gregor Lang, aos seus amigos e àqueles que duvidaram das suas capacidades, também a eles, mas  deseja dar uma palavra muito especial à  esposa e ao filho,  dado que sente que, sem o  apoio incondicional deles,  nada seria possível. Falamos com o Vítor:

–Chegou a hora?

Vitor Viegas –Temos de saber quando é a hora de terminar. Depois de uma boa época, ganhei três competições, em algumas provas participaram equipas de muito valor, e muitas outras foram muito emotivas, como foi aquela em que o meu diretor desportivo nos deu a conhecer uma carta do seu filho com 12 anos que tem um tumor, pôs-nos todos  a chorar…. mas mesmo assim no contra-relógio, na última prova, sabia que me estava a despedir, e que gostava de ganhar, no último ano fiquei no 15.° lugar, mas na parte final acreditei e consegui a vitória. Posso dizer que foi uma despedida em beleza.

–Acabou de vez o ciclismo para ti?

Vitor Viegas –Existe uma ideia com um antigo treinador, que é alemão, e mais uma doutora da área do desporto; desejam iniciar um projeto, e, como existem muitas pessoas nesta região, muitos estrangeiros, que gostam de bicicleta, andam de bicicleta, esta é uma região muito bonita pra se pedalar e querem com essas pessoas fazer algo de bonito, onde eu serei, digamos assim, um treinador no campo, ou seja, continuarei a pedalar, acho que vai ser interessante. Vou ajudar, mas nada de dorsal nas costas, isso acabou.

–Depois de teres sido corredor profissional em Portugal, emigrares para a Suíça, participares em provas e conseguires imensos êxitos, podemos dizer que esta foi uma bonita maneira de terminar a carreira, ou de se fechar um ciclo?

Vítor Veigas—Sim, é verdade. Tenho a consciência de que se não tivesse emigrando nunca tinha voltado a correr, como tal foi muito bonito. Não esperava, muito sinceramente, voltar a correr. Só tenho de agradecer a quem confiou em mim e que me proporcionou todas estas vivências. Foi muito bonito, muito enriquecedor, e espero ser um exemplo para todos os emigrantes e dizer-lhes para não desistirem, dado que o sonho comanda a vida.

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