Vinhos da Quinta do Javali na Suíça, a apresentar os seus vinhos biodinâmicos

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Um evento organizado pela Vintage 67

Encontrámos o responsável pela Quinta do Javali em Berna, na Vintage 67, o António Mendes, que veio apresentar os seus vinhos biodinâmicos, entre muitos outros já muito conceituados, como o Reserva Javali, ou mesmo Vinhas Velhas, ou a classe superior de Maria Luísa. Os vinhos da Quinta Javali carregam sempre uma arca de sabores e ingredientes que fazem com que estes néctares possam ser considerados vinhos de eleição no competitivo mundo dos vinhos em Portugal. E isto porque Portugal tem apresentado, felizmente, uma panóplia de vinhos extremosos e de uma profunda qualidade ao mundo. De certeza que os vinhos Javali têm espaço em tudo o que se pode considerar como vinhos de qualidade, no conceito do que a generosidade das nossas castas dá a produzir, obtendo-se estes néctares, no nosso país, neste caso, muito particular, na região do Douro. Agora, temos os vinhos biodinâmicos, vinhos biológicos, com um outro tipo de tratamento, que são claramente uns vinhos muitos mais frescos, mas com uma forte personalidade de sabores e aromas. O Rui Lourenço é o promotor destes vinhos de qualidade com a sua Vintage 67, sedeada em Berna, na Suíça.  Falámos com o António Mendes que nos explicou o que são os seus vinhos biodinâmicos.

–O que são estes vinhos biodinâmicos?

António Mendes — Os vinhos biodinâmicos são vinhos biológicos. Além de serem vinhos biológicos, nós seguimos o calendário lunar para fazer os tratamentos. Além disto, temos ainda uns compostos que utilizamos para tratar a vinha.

–Podes dizer qual é a diferença de uns e de outros?

António Mendes – Bem, claro que existem diferenças e posso dizer que existem vinhos biológicos que têm graduações mais altas. Mas tem que ver muito com o conceito e com aquilo que nós colocamos na vinha, que são claramente produtos naturais. Há um cuidado muito mais especial, porque depende muito das condições atmosféricas. Não podemos fazer os tratamentos convencionais. Utilizamos uns compostos específicos para a biodinâmica e seguimos, como já referi, o calendário lunar. Depende muito das condições atmosféricas, e, se estas forem mesmo muito adversas, pode mesmo não haver produção. Os custos de manutenção e os riscos são muito maiores do que uma vinha convencional. Posso dizer sobre estes vinhos que são mais dinâmicos, mais leves, e que são diferentes. Costumo mesmo dizer que são vinhos com muita alma  e têm uma estrutura que podem acompanhar seja o que for.

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