Vice-presidente da Câmara de Arcos de Valdevez na Suíça

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Hélder Barros
Hélder Barros

O vice-presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Dr. Hélder Barros, esteve presente na festa da 9.a edição do Pedro da Concertina, em Moudon, e teve a amabilidade de nos conceder umas palavras.

Arcos de Valdevez está em peso nesta festa em Moudon?
Está sem dúvida; estão aqui muitos portugueses, mas Arcos de Valdevez está muito bem representada. Arcos de Valdevez felizmente tem uma comunidade espalhada um pouco pelos vários cantos do mundo, vai-se radicando, as necessidades em tempos foram obrigando a isso mesmo, especialmente nos anos 60 e 70, e de facto os arcuenses, o povo português já o é, mas os arcuenses são um povo muito lutador e, quando vai para o estrangeiro, procura radicar-se e assimilar a cultura local e tem-no feito também aqui na Suíça, claramente, como é o caso da nona edição do Pedro da Concertina. Estão de facto muitos arcuenses um pouco de toda a Suíça.

Uma prova de que os arcuenses não esquecem a sua terra e pode ser um intercâmbio que pode levar mais-valias até aos Arcos, não será assim?
Acabou de tocar num assunto muito particular e muito importante e ao qual nós estamos muito atentos. Efetivamente, os arcuenses, nas terras de acolhimento, integram-se, e muito bem, porque assim deve ser, até para serem aceites pela sociedade local, mas vão ao mesmo tempo procurando unir-se em torno de manifestações culturais, como o folclore, cantares, como esta questão da concertina, e a partir daí conseguem manter a ligação, a saudade, que é muito própria dos nossos em relação ao país que os viram nascer. Além disso, e era a isto que me queria referir, o potencial, de uma forma geral, que os nossos emigrantes, que tenho a certeza que é extensivo a todo o país, em que a contribuição dos seus emigrantes tem contribuído e em muito para o desenvolvimento das suas regiões, e Arcos de Valdevez é um destes fenómenos. Quer através dos investimentos que fazem, quer através das suas remessas de divisas, e cada vez mais os nossos portugueses radicados no estrangeiro, o caso da Suíça não é exceção, aquilo que eles têm conseguido granjear, e já não são trabalhadores por conta de outrem, são já empresários, e a nova tendência é a de lhes chamar empreendedores, com as suas empresas, que ganham dimensão, que empregam pessoas e que também o fazem na sua terra e essa tendência temos também incentivado a que eles o façam, ou seja, o seu sucesso aqui, que o tenham também em Arcos de Valdevez, em Portugal. O país precisa de exportar, mas precisa também de atrair investimento. Esta é uma forma muito mais fácil de o conseguir, se estivermos a falar com a nossa diáspora. Mas a verdade é que eles não vêm apenas com uma possibilidade de negócio, através desses investimentos, mas também sentem o prazer de estarem a contribuírem para o desenvolvimento da sua terra.

O que é que Arcos de Valdevez pode oferecer?
Nós oferecemos neste momento três parques industriais, ainda com capacidade de expansão, temos condições para as empresas investirem em Arcos mediante alguns benefícios do âmbito fiscal, quer a nível do IMI, ou do IMT, como as taxas e licenças do município reduzem até 50%, e depois temos ainda um outra vertente, que é a área de regeneração urbana, que tem que ver com as partes do património mais debilitado; existem condições para quem investir na recuperação destas casas, com todos os benefícios de que já falei, mas tem ainda uma redução do IVA para 6 em vez dos 23% em vigor. Um forte incentivo para a reabilitação urbana, portanto. Convido todos os arcuenses, todos os portugueses a visitarem Arcos de Valdevez e a conhecerem todo o nosso potencial histórico, habitacional, regional, artesanal e de investimento.

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