Teatro na Arca de Reggensdorf

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Teatro na Arca de Reggensdorf

A coletividade A ARCA de Reggensdorf faz teatro desde o ano de 2000 para os seus associados e amigos, especialmente no dia das festas da coletividade. Este grupo, que conta atualmente com 12 elementos, deverá ser o único no seio da nossa comunidade; houve outros, especialmente em Genebra, do nosso amigo José Luís Morais, mas já se passaram alguns anos. Mas, estamos a falar dos nossos amigos da ARCA que fazem um trabalho extraordinário e é de louvar a sua dedicação e o seu empenho pela arte de representar. O teatro, para este grupo, representa mais um convívio e uma forma diferente de dar a conhecer a arte da representação, mesmo num estatuto amador, que gostariam de alargar a outras coletividades e a outros cantões onde vivem portugueses. Falámos com o Francisco Farófias, 58 anos de idade, natural do Redondo, Évora, e que vive na Suíça desde o ano de 1982 na área da construção civil.

Como é que vocês se reúnem e como acontece esta atividade do Teatro na Arca?
Geralmente a nossa atividade é quando temos as festas e podemos dar a conhecer esta nossa paixão pelo mundo do teatro, que infelizmente é pouco divulgada no seio da nossa comunidade. Assim, reunimo-nos antes das festas e marcamos os ensaios, geralment é sempre às quintas-feiras, escolhemos a peça….

Mas como é feita a escolha da peça e presumo que tenha a ver mais com comédia?
Sim, é verdade, geralmente tentamos levar a cena comédias, até porque o ambiente das nossas festas assim o exige. Sabemos que uma obra mais séria, não teria tanto impacto e teria um grau de dificuldade acrescido na representação.

O Francisco teve em Portugal alguma experiência como ator ou no mundo da encenação?
Não, nunca tive antes qualquer contato ou experiência. Foi aqui na Arca que tudo teve início. Houve um elemento que desistiu e convidaram-me e aqui estou desde então… gostei imenso e sinto-me muito bem.

Como fazem para distribuir o papel de cada elemento?
Tudo depende da peça, falemos, vemos qual o papel que se adapta a quem, as caraterísticas, e depois avançamos depois de todos terem o seu papel bem definido. Claro que uns são mais intervenientes do que outros, mas tudo depende da peça que vamos levar em cena.

Como fazem com os cenários?
Os cenários é o Homero Gomes que trata dessa área. Um pouco de imaginação e vamos assim conseguindo levar esta nossa atividade muito amadora, claro está, para a frente.

Esta peça “O médico e a Dona ignorância”, como vocês a conseguiram?
Essa peça é antiga e foi adaptada para nós, e resultou muito bem devo dizer….

Bem, vocês têm esta atividade desde o ano de 2000, de certeza que já tiveram anos bons e aqueles menos bons… conseguem levar a cena uma peça todos os anos?
Sim, claro que em todos estes anos houve uns melhores do que outros. Mas a verdade é que conseguimos levar sempre uma peça nas festas da nossa coletividade, assim, pelo menos uma ou duas vezes ao ano, ensaiamos, reunimo-nos e tentamos fazer algo de diferente. Chegamos a sair no início a atuar para outras coletividades, mas nos últimos tempos apenas atuamos nas nossas festas.

Nunca se esqueceram dos textos, ou improvisaram no meio de uma atuação?
Não, isso nunca, de verdade que isso nunca aconteceu. O que aconteceu é no meio da atuação um de nos caiu…foi uma enorme risada…fui eu que caí. O mais importante é o convívio e o que é pena é não nos chamarem para podermos atuar para outras coletividades e assim o convívio seria diferente, mas quem sabe. Pode ser que se organize uma noite de teatro aqui na ARCA…estamos a pensar nisso mesmo. Também é verdade que por vezes muitos elementos não têm muito tempo. Deixe dizer que temos também crianças no nosso grupo e que estão também muito empenhadas.

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