Reforma antecipada no setor da construção pode estar em risco

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Reforma antecipada no setor da construção pode estar em risco

Já está marcada uma manifestação de protesto para o próximo dia 23 de junho em Zurique

A reforma antecipada no setor da construção, que vulgarmente todos conhecem como FAR, pode estar em risco, caso as negociações entre os Sindicatos e o setor empresarial da Construção Civil falhem, dado que o Contrato Nacional de Trabalho expira no final deste ano. Assim sendo, está muito em jogo e tudo leva a crer que não vá ser fácil desta vez chegarem a um acordo. A reforma para os trabalhadores da construção (ainda) é aos 60 anos de idade. Os trabalhadores descontam para o designado FAR, como os patrões, e estes têm direito a quase 80% do seu último salário, depois de preenchidos alguns requisitos, como um determinado número de anos de atividade, até aos 65 anos de idade, que depois passa para a reforma normal da AVS /AHV, que tem um valor muito inferior e é atribuído mediante o número de anos que uma pessoa descontou para a Segurança Social helvética. Segundo a Sociedade de Empresários da construção, com o número elevado de trabalhadores do setor que estão para atingir a idade da reforma, aos 60 anos, as contas não batem certo e, como tal, propõem aumentar a idade limite para os 62 anos ou diminuir a prestação da reforma antecipada em cerca de 20%, que passaria então para os 60% até aos 65 anos de idade. Os sindicatos não aceitam de maneira nenhuma esta proposta. Não aceitam esta nem outras que foram apresentadas, como a introdução de horários de trabalho mais longos ou mesmo a proposta de baixar os salários para quem não tem nenhuma formação, como é o caso de centenas de trabalhadores. Para não falar no aumento de salários anuais, que não se têm verificado nos últimos 3 anos, mesmo se é o setor que continua a ter o maior crescimento económico nos últimos tempos. Assim, os sindicatos decidiram ir para a rua e já está marcada uma manifestação de protesto para o próximo dia 23 de junho em Zurique, e estão previstas outras ações mais persuasivas para o segundo semestre deste ano. Este é o momento de todos os trabalhadores da construção serem solidários com os Sindicatos, porque está em jogo a estabilidade do setor e os direitos adquiridos de uma reforma justa e merecida aos 60 anos de idade, depois de anos de um trabalho duro e muito exigente.

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