Rancho Folclórico Português de Bienne, uma bonita realidade com 25 anos de atividade

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O Rancho Folclórico Português de Bienne comemorou 25 anos de atividade e tem ao longo dos anos marcado presença em muitos eventos folcloristas no seio da nossa comunidade. Contam com 67 elementos, foi fundado no dia 21 de março de 1993 e o primeiro presidente foi o Vítor Lopes. Assistimos a um ensaio do grupo, e devemos dizer que não compareceram todos os elementos, mas foi muito ativo e muito intenso e todos os elementos procuraram dar o seu melhor e contribuíram para o sucesso deste simpático grupo.  Conta atualmente com 12 tocadores, 4 de concertina, e representam as danças e as modas do norte a sul de Portugal. As origens dos elementos do grupo são da zona centro, de Viseu a Cabeceiras de Basto, sendo que também têm elementos de outras regiões.  O seu atual presidente é o José Sousa, natural de Águeda, tem 41 anos de idade, veio para a Suíça com 14 anos, no ano de 1991, e é polidor de relógios. O José Sousa confidenciou-nos que se sente muito satisfeito, porque todos os dias novos elementos procuram participar e entrar no grupo, o que é um sinal inequívoco de vitalidade e de reconhecimento.  Mas, depois do ensaio, falámos com o José Sousa:

— Conta por palavras tuas a evolução e o percurso deste Rancho de Folclore.

José Sousa –Quando tomei posse como presidente deste grupo – devo dizer que sou um dos fundadores do Rancho -, muitos elementos abandonaram, talvez por não acreditarem no meu projeto, lembro-me de ficarmos bastante desfalcados, dado que ficámos apenas com 4 elementos dançarinos. Naquele tempo, portanto, no ano de 2005, quando tomei conta do rancho, fomos convidados a participar no festival do rancho de folclore infantil de Basileia, e fomos atuar nesse festival com 4 elementos dançarinos, e devo dizer que recebemos muitas mensagens de apoio, entre as quais a de um rancho convidado que veio de França. Talvez tenha sido o ponto para uma nova partida, dado que as pessoas voltaram de novo e nos dias de hoje entram sempre novos elementos.

–Vocês fazem parte da Associação Portuguesa de Bienne?

José Sousa—Nós somos filhos da Associação Portuguesa de Bienne. Fazemos parte da coletividade. No ano em que o Rancho foi fundado, isto é importante de frisar, o Rancho pertencia à Comissão de Pais, e, em dezembro, daquele ano, houve eleições na Comissão de Pais e o novo presidente não quis ver o Rancho associado à Escola nem à Comissão, então foi a Associação que nos recebeu e continuámos a respeitar a casa mãe do nosso grupo.

–Qual é a maior dificuldade em abranger as danças de todo Portugal, dado que temos uma cultura folclorista muito rica?

José Sousa—Com amor à camisola tudo se faz. Com respeito ao Folclore e com respeito às nossas tradições tudo é possível. É claro que, como toda a gente sabe, os melhores ranchos de Folclore estão no Minho, o Minho é a capital do Folclore, mas em todo o Portugal temos excelente grupos e deixa-me frisar os Caxineiro de Águeda, no qual participei; como sempre digo o Folclore é muito mais emotivo e tem muito mais interesse no Minho, mas todo o folclore de Portugal tem muita força e respeita as tradições regionais que devemos sempre preservar.

–Reparei no vosso ensaio na dança do Cadiacho, que consegue um cenário diferente em palco…

José Sousa—Posso dizer que estivemos mais de dois anos sem apresentar esta dança, mas muita gente nos pediu para dançar a dança das Fitas, como a dos paus, mas a verdade é que são duas danças muito sugestivas e que dão nas vistas. Vamos continuar a apresentá-las nos festivais.

–Para terminar, quais são as maiores dificuldades em manter um grupo como o vosso?

José Sousa – Bem, para te dizer a verdade, na altura dos festivais que organizamos, é quando temos mais trabalho; os custos são enormes; e quero enviar uma palavra de agradecimento a todas as Casas, empresas, privados que nos ajudam com os seus patrocínios, dado que sem eles nada disto seria possível. O nosso muito obrigado. Mais uma vez, uma palavra enorme de agradecimento a todos os nossos patrocinadores. A nossa festa dos 25 anos foi a prova disso mesmo, dado que foi um momento alto no seio da nossa comunidade. Penso que temos o futuro salvaguardado, pois temos muitos jovens que se interessam por este Rancho, como é o caso da minha filha que tem 13 anos e começa agora a aprender a tocar a concertina.  Enquanto eu tiver forças vou continuar a dedicar-me a este grupo, com todas as minhas forças.

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