Presidente da Junta de Freguesia da Vila das Aves junto dos seus conterrâneos, na Suíça

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Dra. Elisabete Faria

No festival do rancho de Aarburg, que culminou com a festa de despedida de Basílio de Barros, um dos fundadores do grupo, marcou presença a presidente da Junta de freguesia da Vila Aves, a Dra. Elisabete Faria, que muito gentilmente nos respondeu a algumas perguntas.

A sua presença junto dos filhos da terra deve-se a alguma razão especial?
Deve-se a um convite que nos foi feito para marcar presença nesta festa muito acolhedora e devo dizer-lhe que esta festa representa muito, dado que me deu a conhecer uma realidade completamente diferente daquela que temos na Vila das Aves. Começando por mim, como presidente da Junta da freguesia, chegando aqui e vendo esta freguesia de uma forma muito mais organizada e estruturada, as próprias infraestruturas muito mais cuidadas, e apercebi-me de que a gestão daqui não tem nada a ver com a realidade em Portugal. Uma freguesia aqui gere todo o seu território e os seus dinheiros, enquanto em Portugal ficamos com algumas migalhas e temos dinheiro para muito pouca coisa. Esta realidade levo-a muito presente. Gostava muito de ver esta realidade na Vila das Aves, porque a nossa freguesia precisa realmente de uma intervenção… Imagino a minha Vila das Aves com as ruas e passeios que encontrei aqui. Mas, em relação a este dia preciso, é um dia de emoções imensas e é mesmo gratificante ver estes portugueses, que são avenses, acima de tudo, e que levam o nome de Portugal e da Vila das Aves por esse mundo fora.

Tinha alguma ideia da realidade que veio encontrar?
Não, foi a primeira vez que cá vim; conheço agora esta realidade que é a Suíça, sabia pelo que ouvi e me disseram, mas uma coisa é ouvir e outra é estar aqui, ver e sentir. Deve dizer que na verdade é muita emoção.

Este ano foi um ano histórico para a Vila das Aves, com tantos sucessos desportivos e com tantas emoções. Que é que pode esperar a Vila das Aves de tudo isto?
Não me canso de dizer que somos um povo muito próprio, muito especial, não só o clube das Aves está em grande, com as suas diversas valências, o futsal, o futebol, o voleibol, mas há muitos avenses espalhados por esse mundo que são um orgulho para as Aves: são investigadores, são escritores…, há imensas pessoas que levam o nome das Aves por esse mundo fora…, professores…, todos aqueles que vivem do seu trabalho, mas que também são muito importantes. O folclore, claro, que faz parte da cultura portuguesa; nas Aves temos três grupos de folclore, e um dos fundadores do Rancho de Aarburg também fez parte do rancho que veio das Aves aqui. Como tal, temos muito orgulho em todos os avenses, estejam ou não fora.

Quem quiser regressar às Aves, o que pode encontrar?
Pegando ainda na sua pergunta anterior, todas estas vitórias levaram a que algumas melhorias estejam já em curso, como a remodelação do próprio Estádio de futebol, algumas infraestruturas, mas a verdade é que temos muitas pequenas empresas a instalarem-se na nossa freguesia, muito jovens, temos algumas empresas inovadoras, sinto que existe mesmo muito mais movimento nas Aves. Mas os avenses são muito bairristas e sei que muitos estão a investir na terra, fazendo com que a nossa região se desenvolva e seja uma terra de futuro. Há uma geração que está a regressar. Temos muito espaço que pode ser utilizado como área industrial, somos uma vila com 12 mil habitantes e somos banhados por dois rios; e, por tudo isto, temos mesmo de acreditar no futuro, ainda que saibamos que temos ainda muito trabalho pela frente.

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