Paulo Cabral é o presidente FSG de Payerne, o clube de ginástica local

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O Paulo Cabral é natural de Sever do Vouga, tem 51 anos de idade, casado e pai de 3 filhos. Chegou à Suíça no ano de 1992 e desde logo procurou integrar-se na sociedade local. Esse desejo de se integrar levou-o a ser o presidente do FSG de Payerne desde o ano de 2012. Este clube regional tem diversas secções desportivas que vão desde atividades para seniores, a diversas disciplinas de ginástica e de atletismo. O Paulo tem uma empresa de serralharia, conta com 7 colaboradores, e ainda tem tempo para se dedicar à vida deste clube de Payerne que movimenta centenas de atletas. Foi num evento desportivo que falámos com o Paulo.

–Conte-nos o seu percurso e diga-nos como chegou a presidente do FSG de Payerne.

Paulo Cabral – Primeiro, quero dizer que gosto de me integrar na sociedade onde vivo e de participar nas atividades locais. Mas, quando cheguei à Suíça em 1992, vim logo para Payerne, tive diversos empregos, sou caldeireiro de profissão, e, nessa vontade de me integra, procurava algo para poder fazer. Até quando surgiu um anúncio num jornal em que a secção daquela de que sou presidente nos dias de hoje, tem uma subsecção que é a Gymhomme, de que ainda sou membro, bem, mas como estava a dizer, eles meteram um anúncio a procurar pessoas para jogar voleibol, e eu lá acedi, mesmo se nunca tinha jogado essa disciplina; mas pensei, porque não? E lá fui. E assim participei durante 3 ou 4 anos nessa equipa e com o tempo aproximei-me da secção da ginástica. Entretanto os meus 3 filhos começaram a crescer e a praticar ginástica, neste clube, inclusivamente a minha filha, que nasceu no ano de 1992, e nos dias de hoje é monitora e também ela é muito ativa na vida da coletividade. Comecei a segui-los nas manifestações e atividades desportivas e senti que o Comité, com o conhecimento tido com as pessoas ao longo do tempo, estava a necessitar de ajuda, e assim ofereci os meus préstimos de forma voluntária e despretensiosa e comecei a ter pequenos desempenhos na vida deste clube, mas nada de grande empenho ou solicitação. Até que um dia o Comité tinha um lugar de vice-presidente livre e aí tomei conta do lugar, desempenhando todas as funções inerentes ao cargo, e depois chegou o dia em que o presidente saiu de funções e, olhe, cá estou desde o ano de 2012.

–Quais são as maiores dificuldades em exercer esta função de presidente deste clube em Payerne?

Paulo Cabral – A maior dificuldade é o tempo que gostaria de ter e não tenho. Tenho de olhar também para a minha vida profissional, dado que tenho uma empresa por conta própria na área da serralharia, tenho responsabilidade para com os 7 colaboradores que estão ao meu serviço, e como tal falta-me tempo para poder desempenhar este cargo de forma cabal, mas lá vamos indo e fazemos o melhor que podemos.

–Quais são os maiores acontecimentos desportivos em que o vosso clube participa?

Paulo Cabral –Temos grupos de diversos escalões, desde os 3 anos de idade ate à idade da escolaridade. Existe depois uma seleção natural, muitos integram depois a equipa de atletismo, depois temos aqueles que têm mesmo apetência e seguem nas diversas disciplinas, como argolas, barras, entre as diversas disciplinas técnicas, ou seja, miúdos que devem ter uma morfologia muito própria para praticarem este desporto. Temos também a vertente do atletismo. Dentro do atletismo, temos quase todas as disciplinas, desde as corridas de fundo, velocidade, saltos e lançamento do peso. Não temos a dimensão de termos todas as disciplinas tanto na ginástica como no atletismo. Mas mantemos muitos atletas em atividade e esse é o nosso principal objetivo.

–Quantos atletas vocês têm em atividade no vosso clube?

Paulo Cabral –Temos duas categorias de membros. Temos os miúdos que pagam uma pequena cotização, mas que não têm direito ao voto nas assembleias. A partir dos 16 anos podem ser membros ativos de pleno direito. Devo dizer que todo o comité, todos os monitores, eu incluído, desempenhamos estas funções de forma benévola e no interesse comum. Assim, os nossos atletas participam nas provas a nível regional, depois podem ser admitidos a um nível cantonal, e depois vem o nacional. No ano passado, tivemos um atleta que chegou aos nacionais. Somos um clube local e participamos de forma muito caseira, se assim quisermos dizer às pessoas. Mas posso dizer que movimentamos dezenas de jovens atletas nas diversas disciplinas, para não falar nas atividades para os seniores, como aquela quando iniciei o meu percurso junto deste clube.

–Têm muitos portugueses no vosso clube?

Paulo Cabral –Temos muitos miúdos portugueses a treinar em diversas disciplinas, mas não a nível de adultos. Não participam muito na vida deste clube, apesar de haver muitos portugueses a viverem em Payerne. Nas provas de atletismo amadoras, participam a nível individual ou em nome de uma coletividade portuguesa, mas não participam muito na vida da sociedade local, e devo dizer que isso por vezes incomoda-me um pouco, mas as coisas são como são. A integração passa um pouco ao lado.

–Como vê o futuro?

Paulo Cabral – Os nossos princípios são muito regionais. Trabalhamos muito a nível desta região. Os nossos monitores são pessoas que vão passando o seu testemunho. O nosso objetivo é o de continuar a fazer o nosso melhor em prol da sociedade local, que é aquela onde estamos inseridos e onde vivemos o nosso dia a dia.

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