Mais uma tragédia na comunidade portuguesa

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Ana Bela Cruz
Ana Bela Cruz

Desta vez foi em Payerne, num edifício junto à estação dos comboios.

No passado dia 25 de abril, pelas 18h30, Américo Reis, 49 anos de idade, natural de Travanca, Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, matou a sangue frio o seu filho Paulo Rafael de 18 anos de idade e a sua mulher de 42 anos de idade, alegadamente com mais de 30 tiros. Depois telefonou a uma cunhada a confessar o homicídio e pediu-lhe que tomasse conta do filho mais novo, Henrique, de 16 anos. Os familiares do casal em Santa Maria da Feira e Albergaria a Velha estão em choque.  O filho mais novo estava num colégio interno e não assistiu à tragédia.

Segundo diversos depoimentos de pessoas que conheciam o Américo, o homicida era fanático por armas de fogo, tendo diversas fotografias exibindo armas nas carreiras de tiro e possuindo a sua posse legal, como foi encontrado um verdadeiro arsenal de armas na sua casa em Albergaria a velha, depois da GNR ter procedido a uma busca, no seguimento de uma denúncia. Entre o arsenal de armas encontrado, destaca-se 1282 munições de diversos calibres, 10 armas de fogo, 16 sabres de baioneta, e diverso material de guerra.

O casal vinha de um processo de separação conflituoso que fez com que a Ana Bela Cruz, natural de Albergaria a Velha, saísse de casa, mas sendo sempre ameaçada pelas visitas inesperadas e num tom de terror por parte do seu ainda marido. Ao que parece a falta de entendimento em relação à divisão dos bens e os ciúmes acerbados falaram mais alto.

A Ana Bela cumpriu o seu aniversário no passado dia 1 de março, e terá confidenciado o seu temor e o processo conflituoso de separação a algumas amigas.

Américo Reis nunca aceitou o pedido de separação nem o facto de a Ana Bela sair de casa e de tentar dar um novo rumo à sua vida.

A polícia encontrou os dois corpos crivados de balas nas escadas do prédio, num cenário macabro, que fez com que as autoridades iniciassem uma perseguição cerrada ao homicida que se rendeu depois de negociação com as autoridades, no posto policial de Payerne.

As autoridades disponibilizaram um enorme dispositivo policial do cantão de Vaud, como a polícia forense, para o local, tendo a rua principal junto à estação dos comboios sido fechada à circulação durante algum tempo.

Todos os moradores do prédio foram evacuados e colocados num edifício público por questões de segurança.

Este caso deixou a comunidade portuguesa na região em estado de choque e já são imensas as mensagens de dor pela forma trágica em como o homicida tirou a vida ao seu filho mais velho, com o qual tinha algumas divergências, e à sua ex-companheira.

Como se pode passar a atos extremos demonstrando uma falta de respeito pela vida humana? A comunidade pergunta-se se as autoridades estavam a seguir este caso, dado que era do conhecimento geral que o homicida tinha posse de arma e quais as diligências que foram tomadas?

Fossem quais fossem, este é mais um ato dramático que resultou neste desfecho trágico. O homicida era trabalhador na construção civil e a Ana Bela trabalhava no ramo das limpezas.

Américo Reis
Américo Reis
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