Kevin Guerreiro um talento na música

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Kevin Guerreiro nasceu no dia 20 de setembro de 1997, em Küssnacht am Rigi, pais algarvios, com um negócio de produtos portugueses, e frequenta a universidade de Zurique no curso de Ciências e Educação. Desde muito pequeno esteve ligado à música e nas redes sociais passou um vídeo em que o Kevin canta em português com um grupo de suíços. O seu nome é já muito conhecido na Suíça central, tem imensos convites para as festas e romarias helvéticas, e faz questão de manter vivas as suas raízes e tradições.

–Conta por palavras tuas o teu percurso até aos dias de hoje.

Kevin – Fiz todo o meu percurso na Suíça, terminei o 12.° ano da escola portuguesa, frequento a universidade em Zurique na área de Ciências e Educação e toda a minha paixão teve a ver com a música. Em relação à música, o meu irmão fez parte de um coro, muito competente, em Luzerna, e depois de ele ter saído entrei e fiquei por lá 6 anos. Sempre cantei, sempre tive aulas de canto, depois de sair deste coro, entrei num outro projeto que se chamava Verona 3000. Um projeto que durou dois anos em Luzerna. A partir desse momento iniciei um percurso a solo. Os meus pais sempre tiveram o cuidado de me pagarem as aulas de canto, e abracei uma paixão que é a música e o canto. Como se sabe, os meus pais organizam uma noite de fado todos os anos aqui em Küssnacht, e também comecei a cantar o fado, pelo menos uma vez por ano. Claro que não sou fadista, mas gosto de cantar de vez em quando, nem que seja uma vez ao ano nestes eventos que os meus pais organizam.

–Fazes questão de cantar músicas portuguesas?

Kevin –Sim, claro que sim. Tenho no meu repertório diversas canções portuguesas, apesar de ter percebido que a minha identidade musical passa por um outro estilo. Escrevo músicas, a maior parte em inglês… vamos lá ver, não me considero um músico na verdadeira aceção da palavra; eu considero-me um cantor. Claro que toco desde sempre a guitarra e faço-me acompanhar por este instrumento. Este instrumento dá-me muita mobilidade e flexibilidade nas minhas atuações.

–Com as tuas raízes culturais portuguesas, nasceste na Suíça, fazes todo o teu percurso neste país… como pensas definir a tua carreira musical?

Kevin– Para dizer a verdade nunca pensei muito no assunto. Mas, claro que canto com muito prazer músicas portuguesas, mesmo se canto na maior parte das vezes em inglês e para dizer a verdade nas minhas atuações reparo que os suíços, pelo menos nesta zona da Suíça, não conhecem muito bem Portugal como conhecem a Espanha ou a Itália. Tive um caso de um suíço que pensava que Portugal era uma província da Espanha…bem, mesmo a nível musical, Portugal não é assim muito conhecido, com as suas harmonias e, por exemplo, o canto alentejano passa completamente despercebido a muitas pessoas e mesmo as verdadeiras raízes e origens. Portugal tem caraterísticas musicais muito interessantes que muitos não conhecem. Claro que o Fado está noutro patamar…

–Estás na universidade; podes dizer-nos quais os teus planos e objetivos a nível académico para o futuro?

Kevin – Tenho 21 anos de idade e claro que a minha formação acadêmica está em primeiro lugar. Canto quando me convidam, como também sirvo às mesas quando é possível e necessário. Tento obter a minha independência financeira, mas claro que o meu curso é essencial e que nunca vou descurar.

–Passou um vídeo na net e nas redes sociais em que cantavas o Grândola Vila Morena com um grupo de suíços, algo interessante e acho que nunca tinha visto suíços a cantar em português, e logo uma música tão emblemática. Conta-nos como isso aconteceu.

Kevin – Faço parte de um grupo de canto e eles pensaram em fazer um programa com músicas chamado “Viagens verso o Sul”, no qual cantamos músicas de Itália, África, Espanha, e como sou o único português, então pediram para apresentar duas canções, uma delas foi efetivamente o Grândola Vila Morena, e a outra foi “Coimbra”.

–Reparei que estavam todos muito afinados e  ouvir suíços a cantar em português não é algo muito habitual…

Kevin – Devo dizer que todos eles se empenharam muito e levaram tudo muito a sério. Senti-me muito feliz por esta iniciava e foi uma forma de abertura e de enorme intercâmbio cultural. Começámos a ensaiar em fevereiro, foi engraçado e foi muito intenso. Posso dizer ainda que fui convidado para cantar nas festas de Küssnacht, e vou apresentar este grupo ao qual dei o nome de “Kevin Guerreiro e amigos”, onde vamos cantar em português para os suíços, e com suíços.

–Como vês o teu futuro?

Kevin –Vou terminar o meu curso, e a música é a minha enorme paixão, estou a trabalhar em alguns originais que talvez possa vir a editar num dia próximo. Claro que muita da minha inspiração vem da música portuguesa, e com letras em inglês, idioma que domino na perfeição e sinto-me muito mais à vontade a cantar.

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