Foi agraciado com a Ordem de Mérito o Dr. Quintino Barbosa de Barros

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Médico de Clínica-geral, nasceu a 15 de Maio de 1932 em Lisboa, pai de cinco filhos e avô de 15 netos. Formação : Faculdade de Medicina em 1957 e em 1959 : Concurso interno a médico generalista no Hospital de Sta. Marta. Membro ativo na Associação «Diabetes dos pobres».

Graças à sua atividade, aos Congressos que frequentava e aos conhecimentos que construía, conheceu o Dr. Eric Martin de Paris. Por seu intermédio, pôde assistir a um Congresso de Diabetologia em Paris em 1962, sabendo já que não regressaria a Portugal. Fugiu deste modo à Pide e à ida para Angola, onde, embora dispensado do serviço militar, seria obrigado a ir como médico, e evitou assim a prisão. De Paris foi para Marrocos e depois para Alger, onde exerceu a sua profissão de 1963 a 1964, no Hospital Mustafa.  A diabetologia era uma das suas paixões, e sempre que podia ía assistir aos Congressos sobre este tema. Em 1964 viajou para a Suíça-Neuchâtel, onde exerceu um ano à espera de uma vaga no Hospital de La Chaux-de-Fonds, hospital muito concentuado na formação das diversas áreas da medicina. Em 1965, no Hospital de La Chaux-de-Fonds, fez a especialidade em medicina-Interna, ao lado de grandes médicos e professores. Em 1972, o Dr. Courvoisier propôs-lhe que o acompanhasse na sua ida para Genebra como chefe de clinica geral, o que recusou, pois tinha um sonho o de ter o seu próprio consultório. Assim, preferiu ficar em La Chaux-de-Fonds, trabalhando a meio tempo no hospital, e abrir o seu própio consultório, a partir de 1972, para bem da nossa comunidade. Teve sempre muitos pacientes, tanto suíços como das diferentes comunidades, que viviam em La Chaux-de-Fonds. Para a jovem comunidade portuguesa dos anos 70 e 80, foi uma dádiva do céu, um médico português em La Chaux-de-Fonds ! Além de poderem queixar-se dos seus males, também estava aberto ao sábado, o que para os portugueses sazonais era muito oportuno, dado que trabalhavam longe da residência. Sempre ajudou as esposas e filhos dos compatriotas sazonais, que viviam na clandestinidade e não tinham caixa de doença. Foi para a merecida reforma em 1999, e ainda hoje tem várias demonstrações de carinho da parte dos vários pacientes , o que o comove enormemente!

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