Estrelas de Portugal de Genebra e o seu 20.° Festival

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No passado dia 18 de maio, o Grupo de Folclore Estrelas de Portugal de Genebra organizou o seu 20.° Festival na Sala Communale de Plainpalais, que contou com a presença do Cônsul de Portugal em Genebra, Dr. Bruno Paes Moreira, entre muitos outros convidados. Foram os ranchos de Luzerna e de Aarburg que abrilhantaram este certame do folclore, com muita vivacidade e muito rigor pelas danças e cantares tradicionais. O artista convidado foi o Iran Costa, que não necessita de apresentações, dado o seu longo percurso musical. O grupo musical foram os Anjos da noite, como sempre iguais a si próprios, com um excelente repertório musical que foi muito do agrado de todos os presentes. Uma palavra para o mestre da cozinha, que preparou uma excelente vitela assada com molho de cogumelos, mesmo se não estava nas melhores condições físicas. Um serviço excelente.

–Esta é mais uma celebração do Folclore em terras helvéticas?

Carlos Caetano—Sim, este é o nosso 20.° Festival de Folclore. Celebramos o nosso 22.° aniversário, e este é o nosso 20.° festival. Chegamos a organizar três eventos num ano, como o festival de folclore infantil, mas agora temos estas duas e, sim, é uma forma de darmos a conhecer todo este movimento em redor do folclore na Suíça, mais em concreto em Genebra. Este festival conta com a participação do nosso grupo, de Luzerna e de Aarburg. Dois bons ranchos da suíça alemã.

–Para ti, qual é a maior novidade deste festival?

Carlos Caetano – Posso dizer que a maior novidade será o artista convidado, o Iran Costa. Quisemos dar algo diferente ao nosso público. Também é um enorme prazer receber o novo presidente da Federação de Folclore na Suíça, o Rui Abreu.

–Como se encontra atualmente o vosso Rancho de Folclore?

Carlos Caetano – Bem, tenho de reconhecer que já atravessamos melhores dias, mas, apesar de tudo, não estamos assim tão mal. Já tivemos mais gente a dançar, mas continuamos a ter um grupo muito motivado e com muitos convites de atuações, o que nos deixa a todos muito satisfeitos. Posso dizer que já recusamos alguns por termos a agenda completa. Fazemos também parte do programa das festas de Onex, pelo segundo consecutivo, o que nos deixa muito satisfeitos.

–Mas este festival deseja dar a conhecer o melhor de que vocês são capazes?

Carlos Caetano – Sim, se queres, quando organizamos o nosso aniversário, celebramos uma data que é muito nossa e fazemos assim uma festa; quanto ao festival queremos colocar em realce a festa do folclore e, acima de tudo, o nosso trabalho, que traduz o esforço dos ensaios durante um ano, todas as sextas-feiras. Um festival significa preservarmos as nossas tradições e um intercâmbio com outros grupos de folclore, como é o caso.

— Tu andas nestas andanças há muitos anos. Será que todo este movimento do folclore tem futuro?

Carlos Caetano – Vejo o futuro um pouco complicado, há muita gente a pedir apoios aos comerciantes, pelo menos em Genebra, muitos ranchos e muitas outras instituições que pedem constantemente e os apoios começam a escassear, e agora seria uma pena se todo este movimento fosse abaixo.

–Pensas numa maior união?

Carlos Caetano – Porque não? Deixar as quezílias de lado e deixar os interesses pessoais do outro lado. Porque não fazer uma Casa do Folclore em Genebra, que pudesse congregar todos os grupos ? Não sei, apenas uma ideia e um repto….

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