Edição Fevereiro 2019

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A Suíça já não é um destino privilegiado para os trabalhadores portugueses. Segundo os últimos números, o número de chegadas tem vindo a diminuir, o que pensamos que vai criar alguns problemas para as agências de trabalho temporário, que vão de ter, assim, menos mão de obra para colocar. A respeito do trabalho temporário, no tempo em que eram mais as pessoas que procuravam um posto de trabalho do que a oferta, muitos passaram por sérias dificuldades e só acumularam nos seus fundos e os seus descontos sociais apenas no tempo em que tiveram uma atividade laboral. Muitos dependeram do subsidio do fundo de desemprego. Como ainda acontece nos dias de hoje, trabalham no verão, e recebem o fundo desemprego nos meses do inverno.  Creio que este ano as agências vão disputar palmo a palmo cada trabalhador disponível. Isto, claro, quando o bom tempo regressar, dado que neste momento a neve mudou o cenário da Suíça e limita o trabalho na construção civil.

Vamos falar, mais uma vez, dos fundos da caixa de pensão; não existem alterações e o acordo administrativo mantém-se, sendo, assim, possível levantar os mesmos, sempre respeitando esse mesmo acordo. A nível da reforma da AHV/AVS, que é o primeiro Pilar, é sempre possível, nos dias de hoje, pedir-se a antecipação da mesma em dois anos, e o mais importante seria que em Portugal se decidissem em relação a esse mesmo pedido para os portugueses que regressaram a Portugal antes de atingir a idade possível.

Segundo os números oficiais, o Produto Interno Bruto na Suíça cresceu, no ano de 2018, 3%. Mas os aumentos atribuídos aos trabalhadores não serão suficientes para acompanhar o custo de vida em 2019.

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