Edição Setembro 2019

0
344

Nas últimas semanas, diversos órgãos de comunicação social em Portugal deram conta do regresso em massa de portugueses da Suíça. Nada que já não tivéssemos referido em diversos editoriais do nosso jornal. Só quem esteve pouco atento é que não se apercebeu das notícias que fomos publicando ao longo dos meses. Mesmo se em todas as reportagens, as que pudemos ler, as motivações e as razões, do regresso dos portugueses, foram distorcidas e incompletas, em relação à realidade. O que é certo é que os portugueses continuam a regressar e prevê-se que, no final do corrente ano, como nos primeiros meses do próximo, ainda vão regressar mais umas centenas largas de portugueses a Portugal.

Já se colocou por diversas vezes a pergunta à qual nunca obtivemos uma resposta; quais são as informações que as autoridades portuguesas passam ao fisco helvético sobre os bens patrimoniais dos portugueses que residem na Suíça? E isto porque o fisco helvético cobra um imposto de aluguer desses imóveis, mesmos que esses estejam devolutos, mas que aumenta, em alguns casos, em muito o imposto que têm de pagar. E isto quando todos pagam o respetivo imposto do IMI ao fisco português. O acordo assinado em outubro de 2017, por mais de cem países, tem que ver com as contas bancárias, mas como é que então o fisco helvético tem acesso ao património? Pergunta à qual muitos portugueses que residem na Suíça gostavam de saber. A verdade é que esta é uma das razões por que muitos portugueses optaram por regressar ao nosso país; porque sentem que estão a ser cobrados indevidamente por algo que não tem nada que ver com a Suíça. E sentem que a injustiça é ainda maior, quando se trata de heranças.

No dia 6 de outubro, vamos ter as eleições para a assembleia da república. Os Partidos movimentam-se e temos alguns candidatos que vivem na Suíça, em algumas listas.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here