Edição Setembro 2018

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Tudo teve início no mês de setembro de 1998. Este mês é a edição número 240. Representa 20 anos de atividade no seio da nossa comunidade. Representa um profundo reconhecimento a todos aqueles que colaboraram e que ainda nos dias de hoje se mantêm fiéis ao nosso jornal. Representa que a comunidade portuguesa na Suíça tem uma história para contar. Representa, acima de tudo, que valeu a pena todo o esforço e o sacrifício. Claro que nos dias de hoje temos as redes sociais que vieram complicar um pouco o nosso trabalho; uma festa, um evento… fica logo no momento em contacto com o mundo. Como tal, temos de saber dar uma outra perspetiva do acontecimento, o que por vezes não é fácil. Nestes vinte anos, contámos a vida e os sacrifícios dos portugueses na Suíça. Também celebrámos as suas alegrias. Tivemos sempre o cuidado de dar a conhecer as leis da Suíça, de forma que todos pudessem entender. Demos conta de numerosos eventos culturais de elevado interesse. Demos conta de pintores, poetas e escritores. Acompanhámos o movimento sindical. Demos conta de centenas de reuniões da Federação das Associações quando esta estava mais ativa. Demos ainda conta do desaparecimento precoce de muitas pessoas. Muitas delas vítimas de acidentes no seu local de trabalho. Ao longo dos anos também muitos portugueses colocaram um fim trágico à sua vida, como voltou a acontecer nos últimos dias com mais duas pessoas. Triste, mas é a realidade. Contámos louvores, demos conta das suas festas, demos conta de tristezas, demos um sinal forte de que a comunidade portuguesa soube ao longo dos anos dar conta de si própria. Claro que também cometemos alguns erros. Sabemos disso muito bem. É certo que poderíamos ter feito muito melhor em algumas dessas situações. Claro que que poderíamos ter marcado presença em muitos outros eventos de interesse, e que tal não foi possível. Também não posso esquecer que, nos primeiros três anos e meio de vida, o Gazeta teve o Manuel Araújo ao seu serviço, e que também foi muito importante para a realidade que o Gazeta atingiu nos dias de hoje. Sinceramente, vivo um dia de cada vez, ou, melhor dizendo, vivemos um mês de cada vez. Mês a mês, o jornal Gazeta soube ser fiel aos seus leitores e aos seus anunciantes, que sem eles nada disto seria possível. Sem grandes euforias, nem motivos de grandes manifestações efusivas, vamos tentar fazer o melhor que podemos e sabemos. Meus senhores e senhoras, o jornal Gazeta Lusófona acaba de celebrar vinte anos de atividade. Uma palavra de agradecimento ao Adélio Amaro e a todos aqueles que gostam do nosso trabalho. Vamos continuar a celebrar, mês a mês.

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