Edição Setembro 2015

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As eleições do passado dia 6 de setembro legitimaram a única lista que se apresentou a sufrágio para o Conselho das Comunidades. Depois das críticas que se fizeram sentir – na verdade, um pouco por todo o lado -, as eleições realizaram-se sem grandes sobressaltos e com muito pouca adesão – como era também, e aliás, já expectável. É preciso mudar as mentalidades e não dizer, por dizer, que ninguém faz nada, deixando as coisas correr… É preciso agir coerentemente e não como agiota de algibeira. É preciso expor as suas ideias de forma aberta e não esperar que a sua verdade seja absoluta. As boas vindas aos novos conselheiros das comunidades e desde já uma palavra de apreço pelo vosso empenho e e pela vossa coragem.

Nos dias de hoje, os novos fluxos migratórios trazem para a discussão novos problemas que as sociedades vão ter de enfrentar. Alguns países, Portugal incluído, começam a demonstrar sinais de envelhecimento e a desertificação do interior é uma realidade. Também a falta de saber, em muitas artes tradicionais, retira todas as caraterísticas de um percurso cultural ao longo dos anos. É por demais evidente que o mundo do trabalho mudou com o avanço da tecnologia e que a mão de-obra só por si não é mais uma mais-valia, como foi nos anos 60 para França ou com o boom da emigração para a Suíça nos anos 80 e mais recentemente para a Inglaterra. A formação profissional e a flexibilidade são as valências necessárias para que uma pessoa singre no exigente e no competitivo mundo do trabalho. Não podemos escamotear a realidade da nossa comunidade, que começa, cada vez mais, a ser atingida pelo flagelo do desemprego. Muitos poderão ter de regressar a Portugal, dado que o seu período de subsídio está para terminar. E a Suíça, em alguns cantões, é cada vez menos condescendente na atribuição de subsídios da assistência social.

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