Edição Outubro 2017

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Não passou a iniciativa da AVS/AHV, 52,7%

No passado dia 24 de setembro o povo suíço disse não à reforma da AVS/AHV e assim volta tudo à estaca zero. Apesar das vozes de alerta por parte de diversas organizações e do próprio sistema, a idade da reforma vai manter-se nos 64 anos para as mulheres e não vai haver nenhum aumento de 70 francos, assim como não vai haver um aumento de 5% para os casais, e parte deste financiamento seria através do aumento do Iva em 0,6%. Assim, 52,7% disseram não, e o conselheiro Federal, Alan Berset, alertou que o desafio será ainda maior no futuro para o sistema da segurança social helvético. A introdução da AVS/AHV aconteceu há 70 anos, 6 de julho de 1947, quando o povo suíço decidiu em sufrágio, com 80% do sim, ter um sistema de segurança social e as respetivas prestações sociais. A lei entrou em vigor no início de 1948. Mas, segundo uma sondagem da Tamedia, a recusa desta proposta do passado dia 24 de setembro veio mesmo dos mais jovens e das mulheres que votaram maciçamente não, e isto depois de muitas sondagens antes da votação apontarem para o sim. Segundo os dados recolhidos entre 10 mil pessoas, foram os apoiantes da UDC e do PLR, mulheres e jovens, que votaram o não. Entretanto a Associação Suíça dos Institutos de Previdência rebate que a taxa de conversão dos haveres do Segundo Pilar deve ser adaptada à realidade demográfica, e afirma: “as taxas não podem viver em eterno com uma taxa que não é em linha com o envelhecimento da população”, palavras do presidente Jean Rémy. Contudo, com o não da reforma da AVS/AHV, o IVA vai baixar 0,3% a partir de janeiro de 2018, passando de 8% para 7,7%, e os colossos da Migros e da Coop já anunciaram que esta redução do IVA fará baixar os preços dos seus produtos e serão os consumidores a ganhar com esta medida em primeira linha. Assim, terminou o projecto-lei previdência 2020, e de certeza que em breve será anunciada outra iniciativa, e isto porque o problema da sustentabilidade do sistema mantém-se e os desafios apresentam-se deveras preocupantes para muitos setores da sociedade helvética.

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