Edição Outubro 2015

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Sabem os nossos leitores que o jornal Gazeta Lusófona cumpriu 17 anos de actividade sem nunca ter falhado com uma única edição? Pois é. A primeira edição saiu no mês de setembro/outubro de 1998 e a partir daí nunca falhou. Claro está que com limitações e com imensas dificuldades, mas também é verdade que, com muita paixão e com muito entusiasmo, fomos conseguindo levar as notícias da comunidade aos nossos leitores. Não é necessário ir buscar notícias ao além; a nossa comunidade é demasiado rica e como tal há sempre motivos de reportagem junto das nossas gentes que vivem na Suíça. Para a nossa efeméride não são precisas velas, nem festejos, nem tão pouco são precisas grandes manifestações efusivas para celebrar o acontecimento; queremos apenas recordar de forma simbólica que continuamos atentos ao que a comunidade faz. Temos pessoas de grande valor que dão muito de si à nossa comunidade, o que a torna mais solidária, mais presente, com alma de fadista, mais folclorista e muito desportiva. Não temos a presunção de dizer que somos os melhores, apenas dizemos que estamos sempre presentes no momento que se impõe e no momento que se justifica.
Estamos a atravessar um período em que vai haver muito folclore na nossa comunidade. Cerca de 40% dos nossos assinantes são folcloristas, e, como tal, vai haver sempre um espaço privilegiado no nosso jornal dedicado às suas manifestações, que movimentam já centenas de portugueses nos seus arraiais. Não vamos poder estar presentes em todos os eventos, mas, àqueles para os quais fomos convidados, tentaremos não faltar. Bem hajam e contem com o nosso entusiasmo também.

Nos dias de hoje, os novos fluxos migratórios trazem para a discussão novos problemas que as sociedades vão ter de enfrentar. Alguns países, Portugal incluído, começam a demonstrar sinais de envelhecimento e a desertificação do interior é uma realidade. Também a falta de saber, em muitas artes tradicionais, retira todas as caraterísticas de um percurso cultural ao longo dos anos. É por demais evidente que o mundo do trabalho mudou com o avanço da tecnologia e que a mão de-obra só por si não é mais uma mais-valia, como foi nos anos 60 para França ou com o boom da emigração para a Suíça nos anos 80 e mais recentemente para a Inglaterra. A formação profissional e a flexibilidade são as valências necessárias para que uma pessoa singre no exigente e no competitivo mundo do trabalho. Não podemos escamotear a realidade da nossa comunidade, que começa, cada vez mais, a ser atingida pelo flagelo do desemprego. Muitos poderão ter de regressar a Portugal, dado que o seu período de subsídio está para terminar. E a Suíça, em alguns cantões, é cada vez menos condescendente na atribuição de subsídios da assistência social.

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