Edição Novembro 2019

0
358

Não posso deixar de abordar, ainda, o tema das eleições do passado dia 6 de outubro. Efetivamente, a diáspora portuguesa, espalhada pelo mundo, não tem nenhum peso social ou político e não conta em nada para as contas do rosário do Parlamento. Foi mesmo confrangedor ouvir todos os depoimentos, todas as análises, todas a contas, na noite do dia 6 de outubro, e não ouvir uma única voz, ou opinião, sobre a emigração. Ainda faltavam apurar os 4 deputados pelo círculo da emigração – o que aconteceu só no dia 16 do mesmo mês, em que o PS elegeu dois deputados e o PSD outros dois -, e ninguém abordou estes 4 lugares ainda em disputa. Se a ideia de se criar um Partido da Emigração for em frente, pode eleger com toda a naturalidade mais do que um deputado; basta ver os pequenos partidos que conseguiram mesmo eleger um deputado. Se os 5 milhões de portugueses se unirem e conseguirem sensibilizar alguns dos seus familiares em Portugal, tenho mesmo a certeza de que vai eleger e depois quero ver o que os comentadores de opiniões avulsas, e muitas vezes parciais, vão dizer. Sinceramente, foi uma desilusão constatar que a emigração, assim como os problemas pertinentes e atuais de todos os portugueses que vivem fora de Portugal, não merecerem, mais uma vez, a devida atenção. Por outro lado, e com todo o respeito pela nova Secretária de Estado das Comunidades, que foi recentemente nomeada, importa que venha a ter bons assessores para a atualizarem sobre a realidade da diáspora, dado que caiu no lugar de forma surpreendente, porque nunca ouvi o seu nome em parte alguma, no que diz respeito aos problemas das comunidades – e eu que ando já nisto há muitos anos… É mesmo caso para se dizer, acredito, que a rifa saiu a alguém com sorte.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here