Edição Novembro 2017

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Gazeta Lusófona - Edição Novembro 2017

Um dos debates do nosso tempo tem a ver com o mercado de trabalho precário e com a elevada concentração de mulheres em trabalhos mal pagos a tempo parcial. Ou seja, falamos do trabalho promovido pelas agências de trabalho temporário. O problema no fundo não são as agências em si; o problema é que cada vez mais as empresas deixam de empregar as pessoas com base na estabilidade, promovendo um enorme número de pessoas que labutam na base da instabilidade. Ora, isto provoca flutuações constantes nas taxas de desemprego, e instabilidade nas vidas familiar e económica de cada pessoa, que se encontre nesta situação. A globalização trouxe uma era em que o ritmo de trabalho é mais rápido e os estilos de gestão são adaptados aos investimentos dos investidores. O lucro e os lobbies instalados ultrapassam muitas vezes o bom senso. A experiência do desemprego pode ser muito perturbadora e criar desequilíbrios emocionais a quem sempre teve um emprego tido como seguro. E, infelizmente, são muitos aqueles que se veem confrontados com esta situação depois de muitos anos na situação de empregados, nunca esperando cair numa tal situação. A verdade é que as transformações profundas que ocorrem atualmente no mercado de trabalho enquadram-se numa economia baseada na prestação de serviços, a que se juntam, também, as tecnologias de informação e de robotização que estão a provocar profundas transformações nas estruturas das organizações. O fenómeno da precarização do trabalho tornou-se, em alguns meios e centros de estudo, um dos principais tópicos de debate, e que está a afetar fortemente os países ditos industrializados. E na Suíça, em muitos setores, predomina um elevadíssimo número de trabalhadores em situação de trabalho precário, mesmo se a lei permite despedir sem grandes agravos.

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