Edição Março 2019

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A comunidade portuguesa começa a dar sinais de profunda transformação, mesmo se muitos ainda não a entenderam ou nem se aperceberam ainda de tal. Começamos pelo movimento associativo: mais uma das associações mais antigas da Suíça fechou as suas portas no passado dia 30 de janeiro. Falamos da Associação dos Trabalhadores de La Chaux de Fonds, no cantão de Neuchatel.  Um ponto de encontro muito importante para a comunidade portuguesa local, nas décadas de 80 e 90, que, assim, agora faz parte das memórias. Infelizmente uma outra, sempre no cantão de Neuchatel, poderá seguir o mesmo caminho, mesmo se é a segunda mais antiga na comunidade portuguesa na Suíça, com mais de 30 anos de atividade, que se encontra em sérias dificuldades, e que mereceu já a visita de secretários de Estado e de deputados pelo círculo da emigração.

Claro que continuam a existir pontos de encontro lusitanos em terras helvéticas, mas transformaram-se, sendo privados e sem qualquer vínculo estatutário ou com objetivos sociais.

A nível do trabalho, as agências de trabalho temporário, no setor da construção, vieram mudar por completo o cenário, mantendo dependentes muitos portugueses, a que alternam a passagem pelo fundo de desemprego nos meses de inverno e o trabalho efetivo, quando existe, através destas agências, provocando, assim, uma precariedade na estabilidade laboral destes portugueses.

Contudo, também é verdade que o mundo empresarial português cresceu e existem casos de sucesso que são um exemplo a enaltecer deveras, dando trabalho a muitos portugueses, e não apenas, na Suíça.

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