Edição Março 2013

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A imprensa helvética não se cansa de mencionar o enorme fluxo de portugueses que está a chegar à Suíça. Há uns dias atrás, o jornal de Basileia mencionou isso mesmo na sua primeira página. Muitos falam, inclusivamente, em fechar as fronteiras aos novos emigrantes do Sul da Europa, Espanha, Portugal e Itália. O Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, em declarações à Lusa, afirmou que tal pretensão, caso se confirme por parte das autoridades helvéticas, deve merecer sempre o parecer de Bruxelas, da União Europeia, dado que o acordo de livre circulação de pessoas ainda está em vigor.

Seja como for, o fenómeno está a ganhar cada vez mais força e são muitos portugueses que infelizmente se encontram numa situação de carência e à mercê de quem se aproveita da precaridade de terceiros. Como, por exemplo, no cantão de Berna, temos conhecimento que uma exploração agrícola, tem, ou teve, muito recentemente, portugueses a trabalhar a negro e a pagar cinco francos à hora e em condições muito desumanas. A necessidade de quem tem compromissos familiares, até com as instituições bancárias, no pagamento das hipotecas das suas casas, faz que se aceite todo o tipo de trabalho. O Partido Comunista Português, através da sua organização na Suíça, lançou o alerta com um debate aberto onde foram apresentados alguns casos de licenciados à procura de qualquer tipo de trabalho no país helvético.

Com a entrada da Primavera, o mercado de trabalho tende em ficar mais flexível e com mais possibilidades de emprego. Esperámos que muitos dos nossos compatriotas possam almejar por um posto digno para poderem fazer face aos seus compromissos e alcançar a deseja estabilidade.

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