Edição Maio 2016

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Li um artigo na revista suíça Beobachter que dá conta de que os jovens portugueses continuam a não ter sucesso escolar no ensino helvético, como todos desejaríamos. Muito poucos alunos portugueses chegam ao ensino universitário, em proporção com o número de alunos portugueses inscritos no ensino helvético. Recordo que este é um tema que já foi muitas vezes discutido a diversos níveis. As respostas para o problema podem ser muitas, mas creio que este problema nunca será de fácil resolução. Contudo, não creio que o problema seja apenas e unicamente dos pais, como muitos querem dar a entender. Claro está que haverá muita negligência por parte de alguns progenitores, isso é verdade. Mas também não será verdade que há muita discriminação por parte do sistema e dos professores, especialmente nos primeiros anos de estudante dos jovens portugueses? Creio e estou convencido de que sim. Passo a citar um caso de que tive conhecimento bem há pouco tempo: um jovem que não frequentou a creche foi para a primeira classe, mesmo se esta criança conviveu com crianças suíças e já falava e entendia bastante bem o alemão. Pois, a professora, ao fim de dois meses, fez com que esta criança de sete anos voltasse ao Jardim infantil porque alegou e teimou que este menino não estava preparado para a primeira classe. A pergunta deve colocar-se: qual foi a oportunidade que esta professora deu a esta criança? Na primeira classe, enviá-lo ao fim de dois meses para o jardim infantil? Não estou a ver que esta tenha sido a melhor solução. Contudo, este e muitos outros casos que conheço acontecem frequentemente no ensino primário helvético, e condicionam o normal desenvolvimento de aprendizagem de uma criança. Mas não quero com este comentário desculpabilizar muitos pais, dado que estes devem dar o máximo de atenção aos seus filhos, e muitos não a têm. Que fique bem claro.
Uma palavra para o 25 de abril. Passaram-se 42 anos do dia da revolução. Muito se fala do 25 de abril, mas muitos não têm a mínima ideia do que foi este dia histórico da história contemporânea e o que representou para Portugal. O 25 de abril é de todos os portugueses e não apenas pertença de alguns, como muitos fazem crer. O dia 25 de abril foi um virar de história para todo o povo português. Todo mesmo. O 25 de abril é de todos mesmo.

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