Edição Maio 2015

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Até a imprensa helvética tem vindo a dar conta de notícias sobre o mau desempenho dos conselheiros do fundo de desemprego helvético, em especial, na suíça alemã. Situações estas que se podem considerar absolutamente desenquadradas com as dificuldades com que muitos desempregados se deparam. Se é verdade que muitos desejam o fundo de desemprego para se aproveitarem do sistema, muitos são, também, aqueles que desejam encontrar um posto de trabalho e sair o mais rápido possível da situação em que se encontram. São muitos, na verdade, os casos de compatriotas que se encontram no fundo de desemprego, com mais de 55 anos, e os conselheiros de emprego convidam os mesmos a levantar os fundos do segundo Pilar e a deixarem a Suíça. Em outros casos, exigem que uma pessoa fale o alemão, não aceitando qualquer outra língua, mesmo se sabemos que, na Suíça, são falados quatro idiomas. E, caso assim não seja, penalizam e fazem com que estes mesmos inscritos no fundo de emprego percam o direito às prestações sociais. A lei do Fundo de Desemprego está a penalizar fortemente os estrangeiros. Esta é a realidade. Um trabalhador que esteja no regime de trabalho temporário tem de provar que procura um trabalho efectivo, mesmo se se encontra a trabalhar nesse mesmo regime. E já não chega, para muito conselheiros do fundo de desemprego, procurar em outras agências de trabalho temporário, não reconhecem apenas esse empenho, e o assegurado vai ter problemas a receber o seu subsídio. Também as caixas de desemprego não estão a ter o melhor desempenho, demorando mais do que deviam a pagar aquilo a que os assegurados têm direito, esquecendo-se estes de que as pessoas também têm de pagar as suas facturas no final de cada mês, e que nem todos têm direito à assistência social. A situação está a degradar-se e muitos são os portugueses que estão a ser afectados.

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