Edição Junho 2016

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Vou ter de voltar ao tema do editorial do mês passado, dado que suscitou alguma animosidade no seio de alguns professores suíços. Recebi, inclusivamente, alguns emails pouco esclarecedores, o que me leva a crer que ou não perceberam o sentido das minhas palavras ou alguém traduziu muito mal e de forma deturpada o que quis dizer. Não tenho nada contra o sistema escolar helvético. Antes pelo contrário. Que fique bem claro. Sou pai de três filhos que nasceram na Suíça e só posso reclamar é do excesso de zelo de alguns professores. O que eu digo é que muitos professores não estão preparados nem sensibilizados para lidar com muitas crianças estrangeiras, o que pode levar a uma má orientação para o seu futuro na sua formação escolar. Estou convicto do que estou a dizer e os relatos de que tenho conhecimento são imensos. Passei por uma situação semelhante. Repito, estou convencido de que o sistema escolar helvético dá imensas oportunidades aos alunos para conseguirem uma formação profissional ou até mesmo cursos superiores. É um sistema equilibrado que oferece, na verdade, muitas oportunidades aos alunos. O problema é a animosidade de alguns professores, para não dizer de muitos, que não estão preparados para lidar com crianças com uma matriz cultural diferente. Como referi já, estou mesmo convencido do que estou a dizer, o que prejudica e desmoraliza imensos alunos portugueses. Também não estou a dizer que este é o motivo principal do insucesso escolar dos alunos portugueses. O que digo é que os factores são imensos e seria necessário um estudo aprofundado sobre o tema, o que infelizmente ninguém fez, nem pela parte da tutela do ensino de português no estrangeiro, nem qualquer outra entidade. Não me quero alongar mais sobre o tema e não voltarei a falar sobre o mesmo. Os emails não foram nada simpáticos, o que só vem reforçar a minha opinião. Que pena.

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