Edição Julho 2017

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A comunidade portuguesa na Suíça tem pela frente diversos desafios a enfrentar. E talvez um dos mais importantes seja o da formação profissional e do conhecimento de uma forma capaz das línguas nativas. O mercado de trabalho está cada vez está mais precário, então o setor das limpezas coloca as mulheres numa situação de dependência total, e muitas trabalham apenas duas a quatro horas por dia, apenas e somente quando as entidades empregadoras necessitam e ainda são estas útimas que ditam as leis, colocando, muitas vezes, as pessoas numa situação de reféns que até se poderá questionar numa sociedade que se quer equilibrada e justa. Como tal, talvez o caminho para uma maior independência e segurança no mundo laboral seja o caminho da formação profissional, para as pessoas poderem serem autónomas e com a capacidade de escolherem um percurso profissional que tenha em conta as habilitações que possuem. E na verdade existem diversas possibilidades de o fazerem, acreditem; terão é de se sacrificarem por um período de tempo e vão ver que vale a pena. Em todos os setores existem ofertas no mundo da formação profissional, e muitos deles até são financiados pelos fundos profissionais.

O mundo da construção civil está de luto mais uma vez. Mais dois portugueses morreram no seu local de trabalho. A Suíça começa a ser um cemitério para muitos portugueses na construção civil. Segundo os nossos registos, e não noticiamos todos os infelizes que perderam as suas vidas, desde que somos um jornal da comunidade, desde o mês de setembro de 1998, noticiámos mais de 90 portugueses que perderam a sua vida tragicamente no seu local de trabalho no setor da construção civil. Dá para refletir e meditar.

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