Edição Dezembro 2019

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Gazeta Lusófona Edição Dezembro 2019

Estamos no final de mais um ano. Tenho a sensação de que este momento – de desejar as maiores venturas nesta quadra especial – se repete sempre muito rapidamente, nos últimos anos. No entanto, apesar de estarmos a findar o ano de 2019, creio que necessitamos de promover causas e abraçar projetos, incentivar ideias em prol do interesse comum, segundo as nossas convicções, e que nos façam sentir ativos nesta sociedade, que começa a perder alguma sensatez e a entrar por caminhos mais radicais, extremos e perigosos. Somos confrontados todos os dias com notícias desfasadas de valores morais, de falta de respeito e de ataques em nome de um egoísmo congénito, para quem deseja apenas sobreviver nesta sociedade. Estamos espezinhados de avaliações sobre o crescimento da economia, da sustentabilidade dos valores e da ética, que teimam em fugir de quem tem uma visão tão tacanha, sem uma postura no interesse do coletivo, mas sim do individual. Todo este espetro, malfadado, irradia-se, infelizmente, em muitos pequenos focos da sociedade. Não se confrontam ideias, mas, sim, as pessoas. Não se elevam os valores, mas, sim, a cobiça alheia. E lá voltamos nós, ainda assim, nesta quadra, a alimentar a esperança, a solidariedade e a partilha. Mas vamo-nos esquecer todos de tal muito depressa, assuim o creio… O Pai Natal ou o menino Jesus, escolham vocês, tem-se esquecido de espalhar a solidariedade e a bondade nos últimos anos. Pelo menos, para quem precisa realmente de ajuda. Na verdade, creio que se esquece já de tal há muitos anos – mas não será da nossa responsabilidade dar, pelo menos, uma pequena ajuda?… No entanto, gostaria eu de vos desejar umas festas felizes e sempre com a ideia de que o futuro deveria ser mesmo o futuro. Festas felizes e até ao virar da esquina, ou seja, vemo-nos em 2020!

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