Edição Dezembro 2013

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Este vai ser um editorial com palavras já repetidas em editoriais anteriores. Não é que me faltem ideias para vos dar uma visão desta quadra, mas os valores e as boas intenções repetem- -se também ano após ano. Decidi, assim, partilhar convosco, queridos leitores, estas mesmas palavras que já vos presenteei. O Natal também se repete ano após ano, com desejos nobres de boas vontades na terra dos homens. Ficam pelo menos as intenções. Assim, estamos novamente no mês de Dezembro e este é um mês distinto, uma vez que se celebra, mais uma vez, o Natal. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, dado que não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus Cristo. No século IV a. C., no mundo romano, a Saturnália, festividade em honra do Deus Saturno, era comemorada do dia 17 ao dia 22 de Dezembro, que era um período de alegria e troca de presentes e favores. O Papa Julius I mudou para sempre a história do Natal ao escolher o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades, com o intuito de substituir os rituais pagãos. Nos dias de hoje, as tradições de Natal diferem de acordo com os costumes de cada país. Acredita-se, por exemplo, que a tradição da árvore de Natal começou na Alemanha no ano de 1530, quando Lutero caminhava pela floresta, ficando encantado com as árvores carregadas de neve e com as luzes do luar a brilhar sobre o manto do bosque. Outro aspeto do Natal prende-se com o bom velhinho, que deu lugar ao Pai Natal, o qual dizem que foi inspirado num Bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia, 280 anos antes de Cristo. O homem de bom coração tinha o hábito de ajudar as pessoas pobres, colocando pequenos sacos de moedas ao pé das chaminés das casas. No entanto, foi a Coca-Cola que vestiu o Pai Natal de vermelho, no ano de 1881, numa campanha publicitária de grande sucesso. Relativamente ao presépio, este nasceu com São Francisco de Assis, em 1223, e o povo assumiu a tarefa de continuar com a sua iniciativa. Os valores sobre o Natal foram-se construindo ao longo dos séculos, como um templo de esperança e de bonança, em relação aos mais desprotegidos. Contudo, a grande verdade é que a data, que deveria ser de partilha e de compreensão e um encontro com a essência do Cristianismo, se tornou num mercado de consumo sem paralelo, cujos valores materiais são motivo de cobiça e de despesismo. A vida de Jesus foi marcada por valores e ensinamentos que, atualmente e infelizmente, estão cada vez mais afastados dos homens. Assim, neste Natal de 2013, espero que valores como a união, a compreensão, a tolerância, a partilha, o desprendimento, a boa vontade e o amor pelo próximo sejam os melhores votos que eu vos possa oferecer, queridos leitores do nosso Jornal. Feliz Natal e Bom Ano Novo!

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