Edição Dezembro 2012

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Estamos no mês de Dezembro e este é um mês distinto; celebra-se o Natal. Na antiguidade o Natal era comemorado em várias datas diferentes, dado que não se sabia com exactidão a data do nascimento de Jesus Cristo. No século IV antes de Cristo, no mundo romano, a Saturnália, festividade ao deus saturno, era comemorado do dia 17 ao 22 de Dezembro, que era um período de alegria e troca de presentes e favores. O Papa Julius I muda para sempre a história do Natal ao escolher o dia 25 de Dezembro como data fixa para a celebração das festividades, com o intuito de substituir os rituais pagãos. Nos dias de hoje, as tradições de Natal diferem de acordo com os costumes de cada país. Acredita-se, por exemplo, que a tradição da árvore de Natal começou na Alemanha no ano de 1530, quando Lutero caminhava pela floresta e ficou encantado com as árvores carregadas de neve, com as luzes do luar a brilhar sobre o manto do bosque. Outro dos aspectos do Natal, prende-se com o bom velhinho, que deu lugar ao Pai Natal, ao qual dizem que foi inspirado num Bispo chamado Nicolau que nasceu na Turquia 280 anos de Cristo. O homem de bom coração tinha como hábito de ajudar as pessoas pobres colocando pequenos sacos de moedas próximo das chaminés das casas. No entanto, poucos sabem que foi a Coca-Cola que vestiu o Pai Natal de vermelho no ano de 1881 numa campanha publicitária de grande sucesso. O presépio nasceu com São Francisco de Assis em 1223 e o povo assumiu a tarefa de continuar com a sua iniciativa. Os valores sobre o Natal foram-se construindo ao longo dos séculos como um templo de esperança e de bonança em relação aos mais desprotegidos. Mas a grande verdade é que a data que deveria ser de partilha e de compreensão e um encontro com a essência do cristianismo, tornou-se num mercado de consumo sem paralelo, onde os valores materiais são motivo de cobiça e de despesismo. A vida de Jesus foi marcada por valores e ensinamentos que nos dias de hoje estão cada vez mais afastados dos homens. Assim, espero que os valores como a união, a compreensão, a tolerância, a partilha, o desprendimento e o amor pelo próximo, sejam o melhor voto que vos possa oferecer, queridos leitores do nosso jornal, neste Natal de 2012. Feliz Natal e Bom Ano Novo.

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