Edição Maio 2017

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É um dado adquirido que muitos portugueses tomaram a iniciativa de regressar de vez ao nosso país, depois de ouvirem todas as notícias, muitas delas deformadas, sobre o acordo da troca de informações bancárias entre a União Europeia e os países da OCDE, no qual se inclui também a Suíça. A primeira grande vaga de portugueses chegou a este país nos anos 80, entre os quais também me incluo, e em vez de esperarem mais alguns anos pela idade da reforma, decidiram antecipar o seu regresso na base de levantarem os seus haveres que acumularam ao longo dos anos na Caixa de Pensão. São de verdade muitos que tomaram esta decisão. Muitos destes terão de ver e rever os estatutos que regem a sua Caixa de Pensão, dado que algumas impõem limitações no levantamento, mas sempre com a possibilidade de se contornar a situação. De alguma certa forma, já se esperava que tal pudesse vir a acontecer. Também é verdade que muitos dos portugueses se autodeclararam ao fisco helvético, mas alguns cantões não seguiram a recomendação de Berna, do Palácio Federal, e cobraram os retroativos do imposto de fortuna, sem a coima, é certo, mas o que demonstra também um total aproveitamento da situação. Deve referir-se que nenhuma informação sobre o património imobiliário está abrangido neste acordo, e, como tal, apenas aos valores nominais das contas bancárias de todos os titulares de contas em Portugal é que os suíços terão acesso, sem qualquer informação sobre o extrato ou movimento dessas mesmas contas. Seja como for, segundo alguns dados, para muitos portugueses o regresso é irreversível e está marcado para o final deste ano, e alguns mesmo já partiram.

Cada vez existem menos alunos a frequentar os cursos de Língua e Cultura portuguesa na Suíça. Segundo sabemos, existem apenas 8 mil alunos de português nestes cursos, para uma comunidade que atingiu no ano passado o simpático número de 279 mil cidadãos lusos. Ou seja, vivem mais portugueses, mas o número de alunos desce ano após ano. Sabíamos que desde há uns anos muitas Comissões de Pais se desinteressaram e deixaram de existir e de apoiar alguns professores. Porque será?

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