Edição Agosto 2018

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Qual é o caminho que o Movimento Associativo deve seguir, no seio da nossa comunidade? Será que faz sentido falarmos de Movimento Associativo, nos dias de hoje? E será que existe um Movimento Associativo, ou correntes de interesses muito próprios no seio da comunidade? Quais são os interesses comuns aos portugueses que residem na Suíça? Será que a segunda e a terceira gerações têm os mesmos interesses e sentem a lusitanidade da mesma forma que os seus progenitores? São estas perguntas que ninguém coloca no momento… Perguntas pertinentes, porém, quando a comunidade vive uma profunda fase de transformação e muito poucos sentem, ainda, esse fenómeno. Os interesses são variados e sobrepõem-se aos interesses comuns, uma realidade que poucos podem desmentir. Até mesmo os interesses confinados a áreas especificas, como o folclore e o futebol, são vistos e apresentados de uma outra forma nos dias de hoje. A primeira geração está a regressar ao nosso país, como muitas outras pessoas que não se identificam e sentiram como uma descriminação a declaração dos seus bens ao fisco helvético. Voltamos a dizer, muito desse património decorre de heranças e de fundos que foram imaculadamente declarados todos os anos ao fisco helvético e,  como tal, tributados. Também sabemos, e nunca podemos escamotear essa situação, que a lei helvética sempre existiu e que os bens deveriam ter sido declarados. Mas o facto é que as autoridades fiscais helvéticas não concederam nem um milímetro nas suas pretensões e sempre ávidas de cobrarem algo, como se um crime de lesa pátria tivesse sido cometido. As contas apresentadas aos contribuintes não deixam margens para dúvidas. Assim, coloca-se a pergunta mais uma vez: que futuro está reservado ao que resta do Movimento Associativo na Suíça?

Estamos em tempo de férias, e, como tal, não podemos deixar de desejar também umas excelentes férias a todos os nossos anunciantes,  assinantes e leitores.

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