Edição Agosto 2014

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Segundo os últimos dados da Secretaria de Estado da Economia Suíça (SECO), entraram na Suíça 13 000 novos emigrantes portugueses, no ano de 2013. Sabe-se, ainda, que, entre o ano de 2002 e o ano de 2013, entraram na Suíça cerca de 40 700 novos emigrantes por ano, o que faz que em cada quatro suíços um seja estrangeiro. Dos oito milhões habitantes registados no final do ano de 2013 na Suíça, 1 949 000 eram estrangeiros. Ora este número representa um aumento de 70 mil pessoas, em relação ao ano anterior. A comunidade portuguesa, só por si, já representa 13% do número de estrangeiros que vivem na Suíça, e corresponde, também, a um aumento da população lusitana residente em 23%. São números que reflectem efectivamente a crise que se vive no nosso país e que faz com que os portugueses procurem novos horizontes de vida e, essencialmente, um posto de trabalho para poderem honrar os seus compromissos.

A Suíça tem picos sazonais de trabalho, sendo que, no verão, é quando necessita de mais mão-de-obra, mesmo se fica sempre condicionada às condições do tempo, como sucede também no inverno, nas zonas de turismo, nas montanhas.

Sente-se, efectivamente, que a grande afluência de chegadas de portugueses ao país helvético diminuiu, em relação a anos anteriores, já que não temos conhecimentos de casos extremos de precaridade como aqueles que, infelizmente, aconteceram no passado.

Os sectores da construção, das limpezas e da hotelaria continuam a ser as áreas nas quais os portugueses têm mais facilidades em encontrar um posto de trabalho, o que representa mesmo uma mais-valia para a economia helvética.

A guerra fria entre Bruxelas e a Suíça já começou, e isto devido ao resultado do passado dia 9 de fevereiro, que prevê a introdução de contingentes e a prioridade para os trabalhadores locais, mesmo se o relatório apresentado pelo SECO e pelo Gabinete Federal das Estatísticas mencionam que o balanço da imigração europeia para a economia suíça é globalmente positivo.

A terminar, chegou-nos a notícia de um acidente mortal de um cidadão português residente com uma viatura de matrícula suíça e aqui fica uma nossa sentida homenagem. Mais uma morte a lamentar. Não podemos, assim, deixar de alertar, mais uma vez, para a importância de uma condução em segurança. Boas férias.

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