Edição Abril 2019

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O sistema de segurança social, em relação ao pagamento das pensões na Suíça, a AVS ou AHV, é financiado pelas contribuições dos empregados e dos empregadores e também com 1% do IVA. No entanto, esse 1 %  não vai todo para os cofres da Caixa de Compensação, ou seja, a AVS/AHV; assim, todo o montante arrecado desse imposto é dividido com o Palácio Federal em Berna, ou seja, com os cofres do governo central. Muitos não se aperceberam de que a maior fonte de rendimentos da AVS/AHV é proveniente das receitas que arrecada dos salários milionários dos grandes gestores, assim como dos grandes salários, dado que pagam, entre empregador e empregado, cerca de 10%, aliás, como todos os demais trabalhadores, para as contribuições sociais. Só que, quanto maior for o salário, maior é a contribuição.  E muitos ainda não entenderam que a pensão máxima que se paga de reforma na Suíça, sejam ricos ou pobres, está tabelada em 2370 CHF por mês, depois de 44 anos de contribuições. Veio-me à ideia escrever sobre este assunto depois de ler detalhadamente um artigo num jornal, em que se dizia que a AVS/AHV estava preparada para receber o baby boom dos anos 60, que são milhares de pessoas que nasceram entre os anos de 55 e 60,  e que muito em breve vão poder reclamar a sua reforma depois de uma vida de contribuições. Reforma essa que pode ser pedida com dois anos de antecipação, com 6,8% de penalização  por cada ano,  e, isto,  caso não esteja ligado a um contrato coletivo de trabalho que lhe possa facultar esse mesmo direito mais cedo, como, por exemplo,  os trabalhadores da construção através do FAR(reforma antecipada para o setor da construção civil que é aos 60 anos). Os suíços são muito metódicos e cautelosos em relação às suas finanças, permitem, no entanto, um sistema que, apesar de proporcionar uma fonte de poupança a todos os trabalhadores, e falo dos Fundos do Segundo Pilar, esse mesmo sistema em cada ano que passa não consegue garantir uma compensação de reforma condigna em estabilidade, dado que as taxas e as políticas se confundem com os interesses do mercado de valores. Um tema que suscita muita celeuma e que, com a chegada dos novos pensionistas para breve, estou em crer, ainda vai ser motivo para um próximo referendo. Estou muito curioso em saber qual vai ser a proposta que vão desencantar sobre este tema. No entanto, os artigos sucedem-se e das mais variadas vertentes nos jornais helvéticos e com opiniões tão diferentes.

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