Edição Abril 2016

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A desgraça voltou a ser tema para a comunidade portuguesa que reside na Suíça. E o tema é tão delicado que ultrapassa por vezes qualquer linha de bom senso do que deveria ser na realidade. O certo é que 12 pessoas perderam a vida na estrada quando se dirigiam a Portugal para as festividades da Páscoa. O certo é que cada vez mais o negócio das carrinhas está descontrolado e todos pensam que têm condições de exercer esta atividade, quando na realidade não é verdade. Eu próprio, mais do que uma vez, vi estas carrinhas de transporte com pneus “carecas” a circular nas estradas, muitas vezes sem condições e sem condutores habilitados para o fazerem. Muitos destes veículos circulam com excesso de peso e ávidos de percorrem as centenas de quilómetros no mais curto espaço de tempo. A prova é a tragédia do que aconteceu no passado dia 24 de março em Moulins, França, após terem percorrido 300 km depois de terem saído da Suíça. Uma dor incomensurável para as famílias que vai perdurar nas suas memórias para sempre. As autoridades portuguesas deveriam colocar-se em alerta nas fronteiras e controlar a pente fino estes veículos. Não há muito tempo, houve relatos de quem fizesse uma viagem nestas carrinhas de pé. Como é que pode ser possível? O único sobrevivente do acidente, um jovem de 19 anos, condutor do veículo, tem o seu futuro completamente manchado e com um peso que o vai perseguir até ao final da vida. Não vai ser fácil esquecer os rostos das 12 vítimas. Depois, transportar 13 pessoas quando a carrinha tinha apenas condições para 6 passageiros, é algo que demonstra a má formação que existe em certas pessoas. Infelizmente, para as doze vitimas, não há nada a fazer, se não venerar a sua memória e exigir que a lei atue em conformidade. Não posso deixar de mencionar que felizmente existem serviços de carreiras de transporte da Suíça para Portugal de enorme qualidade e que cumprem com todos os requisitos do que a lei exige. E são fáceis de serem identificados. Mas infelizmente não são todos assim.

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