Continuam num impasse as negociações do contrato coletivo na construção

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O Contrato Coletivo de Trabalho para o setor da construção civil continua, todavia, num impasse, sendo que a abolição da reforma aos 60 anos pode ser ainda uma realidade. A Sociedade de Empresários da Construção Civil quer contrapartidas, que no ponto de vista dos Sindicatos são inaceitáveis, tais como trabalho semanal de 50 horas, e cortes nas pensões em 30% ou a idade limite passar dos 60 para os 62 anos. Assim sendo, é de prever que os Sindicatos comecem a dar início a jornadas de protesto nas próximas semanas, até mesmo uma greve geral dos trabalhadores no setor da construção pode estar iminente também. O Contrato Coletivo de Trabalho (CNT) expira no final do ano. As negociações continuam sem cedências de qualquer das partes. Estão previstos períodos de tensão nas próximas semanas e uma grande parte dos trabalhadores está de acordo em encetar medidas de luta radicais, tais como a greve, mesmo se nem todos os trabalhadores são da mesma opinião. Aqueles que não estão de acordo são os mais jovens, que dizem que a idade limite da reforma não lhes diz respeito porque faltam ainda muitos anos para a atingirem. Esquecem-se, contudo, de que o egoísmo e a falta de solidariedade são fatores de enfraquecimento do setor em que trabalham e que outras medidas mais radicais poderão mais tarde ser exigidas pela Sociedade de Empreiteiros. Seja como for, existem problemas no setor da construção, mesmo se este continua a ser um dos mais rentáveis, dado que não existem aumentos desde há 4 anos, o aumento contínuo do trabalho temporário e muitos trabalhadores mais velhos, com idades compreendidas entre os 55 e os 57, são despedidos, apenas porque aparentemente não têm um desempenho de acrdo com as exigências atuais do mercado. Uma injustiça que poucos abordam e que é uma triste realidade para muitos. Isto para não falar do que acontece com os trabalhadores temporários que tenham uma certa idade, dado que muitos nem a possibilidade têm de se inscreverem no FAR (Reforma antecipada na construção).

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