Carlos Vaz e o seu CD em homenagem à Senhora do Porto D`Ave

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O CD foi apresentado na Casa do Benfica de Zurique

Carlos Vaz é um exímio tocador de concertina, tem 56 anos de idade, toca o instrumento desde os seus 8 anos, e este é o seu primeiro trabalho discográfico e é em homenagem à sua terra natal, Porto d`Ave, em que retrata a sua infância e as brincadeiras no terreiro da Senhora do Porto d`Ave, que lhe são caras recordações. Aprendeu a tocar o instrumento com o seu pai, vive na Suíça desde o ano de 1985, sempre em Zurique, e tem participado em imensos projetos culturais no seio da nossa comunidade. Este trabalho é o culminar de um sonho e a certeza de que outros trabalhos poderão vir a ser editados no futuro, dado que material não lhe falta, como fez questão de referir. Falámos com o Carlos Vaz.

–Como nasceu este CD, uma homenagem à tua terra?

Carlos Vaz—Bem, nasceu de uma forma natural, devo dizer. No momento em que fiz a música, achei que a melodia se enquadrava bem com a Senhora do Porto D ` Ave, que é a minha terra, e toda a minha infância tem que ver com as brincadeiras de menino nos terreiros da Senhora do Porto D`Ave. Uma forma de agradecer e homenagear o local onde nasci.

— Mas, esta melodia, como surgiu a ideia, dado que tocas concertina e outros instrumentos de uma forma exímia?

Carlos Vaz—Sim, claro, estou ligado à música toda uma vida e devo dizer que tenho muitas outras melodias da minha autoria, guardadas para um segundo projeto.  Quem sabe se no mês de dezembro de 2019 não voltarei de novo a um estúdio. Mas, em relação à tua pergunta, para quem toca um instrumento existe sempre uma permanente procura de se tocar coisas novas, e assim vamos escrevendo e guardando. Assim foi o caso deste CD, e depois de encontrar e conceber a melodia, também escrevi a letra. Uma combinação feliz que me deixou muito satisfeito pelo resultado obtido.

–Podemos dizer, então, música e letra da autoria de Carlos Vaz, em homenagem à Senhora do Porto d’Ave?

Carlos Vaz- Sim, efetivamente é isso mesmo e espero que seja do agrado de todos, dado que acho que o resultado está muito bem conseguido. Um vídeo retrata a história da minha infância e está em relação à festa que se realiza todos os anos no primeiro domingo de setembro. A festa começa uma semana antes, com um programa muito rico em que a sexta-feira, a noite de gerações, é aquela que atrai mais pessoas aos festejos. Foi mesmo nessa sexta-feira que apresentei o videoclip e as pessoas gostaram muito, o que me deixou duplamente feliz. O vídeo foi apresentado num painel de 12 metros em leds, algo que se vê apenas nos grandes eventos. Foi, de verdade, um momento que me deixou muito sensibilizado. Apenas não me foi possível apresentar o CD, devido a um atraso na produção para o qual a editora me tinha já avisado, o que infelizmente veio a acontecer. Mas o CD está aqui, e a apresentação é feita na Casa do Benfica em Zurique. Claro que tentarei levar o CD a muitos pontos da nossa comunidade. Deixa-me dizer que o cavaquinho não é o instrumento principal, temos a bateria, a viola baixo e a concertina, ou seja temos um acompanhamento de outros instrumentos neste trabalho, e ao tocar ao vivo, na nossa comunidade, poderei ter de apresentar apenas com o acompanhamento da concertina, e claro sempre com o meu cavaquinho. Mas está muito bem conseguido, foi um trabalho premeditado, acautelado nos pormenores, que volto a referir que me deixou muito contente. Claro que a melodia principal é do cavaquinho. Na melodia Terras da Maria da Fonte, a concertina tem um papel preponderante, que é o Márcio, e assim consegui elaborar este trabalho.

— Agora temos a promoção?

Carlos Vaz –Sim, claro que agora temos a promoção, e espero receber convites para poder dar a conhecer este trabalho que penso que vai ser do agrado dos amantes da verdadeira música popular, e que retrata a minha infância e as minhas raízes culturais.

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