Bernard Tètard o amigo dos portugueses com festa de despedida em Bulle

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Bernard Tètard, o amigo dos portugueses no cantão de Friburgo, alcançou a idade da reforma e foi alvo de uma singela, mas sentida homenagem pelos portugueses no Centro Português da Gruyère, em Bulle. Conhecemos o Bernard desde há muitos anos e foi um verdadeiro impulsionador para uma plena integração dos portugueses no cantão. Abílio Rodrigues não esqueceu o amigo dos portugueses e organizou, juntamente com todos os elementos que compõem o movimento dos cursos de francês para os portugueses que acabam de chegar ao cantão, um jantar de homenagem que contou com a presença, entre outros, do Professor Cunha e do deputado pelo círculo da emigração no parlamento Paulo Pisco.

Chegou a idade da reforma, chegou a hora de iniciares um novo projeto de vida

Bernard Tètard –Sim, é verdade. Tenho 65 anos de idade e chegou o momento de iniciar um novo ciclo na minha vida. A vida profissional vai, assim, terminar. Todos estes anos trabalhei no domínio da imigração, junto das entidades oficiais, mas devo dizer que estou contente dado que também estão envolvidas neste projeto pessoas muito competentes e que vão dar seguimento ao trabalho até agora realizado.

Como vês a comunidade portuguesa no cantão de Friburgo?

Bernard Tètard –Não nos podemos esquecer de que a comunidade portuguesa é a maior que vive no cantão, são quase 25 mil, e de verdade que tive sempre um excelente contacto com os portugueses, mesmo antes de iniciar este percurso mais oficial no departamento da integração. Muitos anos antes, tive um restaurante e tive muitos portugueses a trabalhar, como tal conheço-os muito bem e foi sempre um prazer conviver e participar, como até de alguma forma, ajudá-los na sua plena integração e fazê-los sentir em casa. Mas, a verdade é que muitos portugueses, há muitos anos, trabalharam a negro, dadas as dificuldades e limitação em conseguir uma autorização de estadia por parte das autoridades, que limitavam e muito a entrada de estrangeiros no país. Depois, anos mais tarde, conheci o Abílio Rodrigues e demos inicio a um ciclo de atividades de que nos podemos orgulhar. O Abílio é um amigo que vai ficar para sempre e que espero que me possa fazer descobrir Portugal, já que agora tenho mais tempo (risos). Mas o que conta é que é necessário continuar a trabalhar no mesmo sentido, dado que que ainda há muito a fazer.

Os cursos de francês vão continuar?

Bernard Tètard –Sim, creio que sim. Pelo menos é a indicação que tenho e acho que existe uma vontade política que vai nesse sentido. Como tal, estou em crer que vai tudo continuar já que os resultados são muito animadores.

Que é que vais fazer agora? Vais continuar ligado à imigração?

Bernard Tètard –Bom, nunca fui um político; toda a minha vida fui um técnico que trabalhou para o departamento da Integração do cantão. Nunca estive implicado politicamente, tenho as minhas ideias, mas bom, claro que vou continuar ligado a estas pessoas que muito me deram nos últimos anos. Devo referir que estou muito sensibilizado, tocou-me muito esta partilha de amizade com todas estas pessoas, os professores, os meus colegas, todo este movimento que agora também tem o reconhecimento das autoridades políticas do cantão. É muito gratificante chegar ao dia de hoje. O meu muito obrigado a todos. Claro que vou manter esta ligação no futuro, mas de outra forma, claro está.

Só podemos dizer: merci beaucoup, Bernard.

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