Albino Durães festejou o 10.° aniversário da sua empresa em Luzerna

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1980

Albino Durães festejou o 10.° aniversário da sua empresa A&M Durães GmbH. O Albino tem 55 anos de idade, natural de Vila Verde, Braga, casado, 2 filhos, e veio para a Suíça no ano de 1985. Tem atualmente 26 colaboradores, 12 veículos, e uma margem para progredir ainda mais no seu ramo profissional. O Albino está sempre disposto a ajudar, participa em muitas atividades da comunidade e vê o seu esforço recompensado ao longo destes últimos dez anos de atividade. Claro que nem tudo foi fácil, no entanto, está pronto para continuar a dar o seu melhor e acredita na qualidade do seu trabalho e do de todos os seus colaboradores, porque, como ele diz, sem eles nada seria possível. É graças à dedicação de todos aqueles que trabalham na empresa A&M Durães GmbH, que perspetiva um futuro ainda mais risonho.

Conta-nos como foi a tua vinda para a Suíça.
O meu primeiro trabalho foi em Davos, para uma empresa de construção em que conduzia uma carrinha a levar o pessoal às obras e ajudava no armazém. Como a minha esposa também estava na Suíça, mas num outro cantão, em Nidwalden, claro, ou ia ela para Davos, ou eu ia para o cantão onde ela estava. Foi o que fiz, e comecei, como muitos de nós, a lavar pratos. Mais tarde, o chefe perguntou-me se estava interessado em fazer um curso de cozinheiro, e é claro que o fiz e frequentei, então, um hotel-escola onde estive três meses em regime intensivo, e onde obtive um diploma básico de um curso de cozinheiro. Com esse patrão trabalhei durante 13 anos, depois fomos para uma casa de idosos, onde estive 9 anos; até que, por fim, abracei o mundo das limpezas. Antes de iniciar a minha firma, trabalhei durante um ano e meio na empresa ISS.

Fizeste outro tipo de formação?
Albino Durães –Sim, tirei ainda um curso de empresas, ou seja, um curso básico de economia, que me ajudou imenso a lançar-me como empresário no ramo das limpezas. A empresa iniciei-a com a minha esposa, e assim estivemos durante 3 anos. Mas, com o tempo, comecei a ter muito trabalho e, então, dei início à contratação de pessoas para trabalharem para mim. A partir do 5.° ano de atividade, foi sempre a crescer até aos dias de hoje.

A tua empresa de condomínios atua essencialmente na Suíça central?
Sim, é verdade. Mas já tive trabalhos em quase toda a Suíça, de clientes que têm imóveis em outros cantões e que pedem para fazermos certo tipo de trabalhos. Mas o forte, para nó, são os cantões na Suíça central: Zug, Luzerna, Schwyz e Nidwalden. Claro que tenho contratos como, por exemplo, com a Arlebo, de mais de um milhão de francos ao ano, dado que eles têm muitos condomínios e somos nós que tratamos da manutenção. Este entre outros, mas este é o nosso melhor cliente.

Se regressarmos ao dia 4 de abril de 2003, qual foi a maior dificuldade que enfrentaste?
A maior dificuldade foi conseguir a confiança dos clientes. Foram momentos de enorme apreensão, dado que tinha muito em jogo…

Depois, tens a tua firma com o teu nome, Durães; não sentiste alguma animosidade?
Sim, sempre com o nome Albino e Maria, ou seja, A&M Durães…, mas não, na verdade não tive grandes dificuldades com o meu nome, que sempre usei a nível empresarial. Agora, tive de provar que fazia o trabalho em condições e que tinha responsabilidade e, o mais importante, estar sempre disponível para qualquer situação. Claro que existe muita concorrência neste setor e estou em crer que fui um dos primeiros estrangeiros a abrir uma empresa do setor nesta região. Claro que tive a confiança de muita gente. Mas também tive alguns problemas, tanto mais que tenho alguém que me deve mais de 80 mil francos. Mas acho que já desisti de receber esse dinheiro. No entanto, esse alguém foi a forma de abrir as portas com outras empresas com as quais ainda trabalho nos dias de hoje. Foi um mal que veio por bem, mas que fiquei sem 80 mil francos e que nunca os vou ver, lá isso fiquei.

Nos dias de hoje tens quantos colaboradores?
Pois, nos dias de hoje somos 26 pessoas ao todo na empresa. Somos todos portugueses, menos a contabilista, e posso dizer que os portugueses são os melhores para trabalhar, mas por vezes também são os melhores para dar alguns problemas. (risos) Mas estou contente com o desempenho de todos que trabalham nesta casa.

Tens novas instalações, e quantas viaturas tens ao serviço?
Estamos a crescer e como tal temos novas instalações. Temos 12 veículos em serviço e vão chegar mais dois, durante este ano de 2018. Estou em crer que ainda vamos crescer mais e vamos ter de contratar mais pessoas, temos muitos pedidos e tudo isto deixa-me muito contente e estou muito feliz por ter iniciado este trajeto empresarial com a minha esposa.

Albino Durães
Albino Durães
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