A doença fez desaparecer os sonhos de Marlise e destroçou-lhe o coração quando o namorado a abandonou

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A Marlise Pinto nasceu no dia 7 de agosto de 1988, em Interlaken e tirou o curso de vendedora qualificada. A Marlise tem 29 anos de idade. A Marlise vivia o sonho de se casar e de ter uma família e para tal contava com o apoio do namorado com o qual namorava desde o ano de 2009 e viviam juntos desde o ano de 2011. Tinha o casamento marcado para o dia 24 de julho de 2014, na terra dos seus pais, em Dornelas, Aguiar da Beira, distrito da Guarda, pelas 11 horas da manhã, e tudo prometia ser uma história de amor como tantas outras. Acontece, que no mês de Janeiro, no dia 22, desse mesmo ano de 2014, a Marlise sofreu uma embolia cerebral que a deixou muito limitada e a sua vida correu perigo. Tinha 25 anos de idade. Foi transportada de urgência para o hospital em Berna e os médicos confirmaram a gravidade do seu estado clínico. Depois de os médicos a terem estabilizado, tendo estado internada alguns meses, a Marlise teve de voltar a aprender tudo de novo; a comer, a caminhar, e a poder tratar de si nos movimentos mais básicos que cada um faz no seu dia a dia. Os médicos pediam todo o apoio da família e do namorado para que esta pudesse ultrapassar esta situação mais facilmente. Foi quando o namorado de Marlise, que é natural de Sines, trabalhador numa empresa de gesso em Interlaken, desistiu da sua relação e deixou-a entregue a si própria, 3 meses após o incidente. Nem coragem teve para o dizer, comunicou ao pai da Marlise que não a queria ver mais. Foi um duro golpe para a reabilitação de Marlise que sentiu de sobremaneira o desgosto e a sua recuperação ficou muito mais difícil. A falta de caráter do namorado acentuou o trauma da doença e de todos os sonhos que tinham planeado. Não se sentindo satisfeito, utilizou indevidamente o cartão da conta bancária de Marlise, devendo a esta mais de vinte mil francos, mas reconheceu, mais tarde, a dívida, perante o pai de Marlise, António Pinto, mas ao que parece não tem nenhuma intenção de a pagar. Aproveitou-se da situação gravíssima de doença da sua companheira, para desfrutar a seu belo prazer do que não lhe pertencia por direito. Passados 4 anos desde o incidente que prostrou esta jovem, a Marlise vive um dia de cada vez, tem ainda algumas limitações em caminhar, não consegue falar, mesmo se entende tudo em português e em alemão. A Marlise tem um sorriso muito bonito e um olhar de confiança, mesmo se sente a tristeza pelo abandono, de um modo infeliz, incoerente e indigno, da pessoa em quem confiava e pensava que o trilho da vida seria feito a dois, para o bem e para o mal. A Marlise está inválida, frequenta atividades manuais de recuperação e de integração, sendo vigiada constantemente pelos médicos. O amor pelo seu cão Rico e o apoio incondicional dos seus pais tornaram as coisas um pouco menos dolorosas no seu percurso penoso desde o dia 22 de janeiro de 2014.

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