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Que fizeste quando vieram atrás do dissidente? |
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No Brasil, tudo é festa nesse final de 2009, e a míope imprensa estrangeira, com exceção de The Economist, enxerga o presidente Lula como um estadista, o grande homem que levou o Brasil a assumir a posição de “protagonista internacional”.
O Jornal francês Le Monde elegeu Lula "O homem do ano", numa reportagem escrita por um correspondente que parecia observar o País a partir de Marte. Talvez o objetivo por trás dessa rasgação de seda toda seja o desencalhe dos aviões de caça Rafale.
Se a economia vai bem, isso não significa que a gastança atual não irá comprometer o futuro, muito pelo contrário. Nossa infraestrutura continua um lixo, nenhuma reforma foi feita, política, tributária, previdenciária, nada. Ah, perdão, fizemos a reforma ortográfica, com a economia de alguns acentos e uma confusão danada nos hífens. |
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“ Deixe que surja a lenda...” |
 Em certa ocasião, Tiger Woods, ainda adolescente, encontrava-se diante de um dos momentos decisivo no Aberto Juvenil dos Estados Unidos. Para ganhar, devia dar uma tacada muito difícil. Seu pai, então se aproximou e sussurrou ao seu ouvido:
“Deixe que surja a lenda”. Tiger deu a tacada impossível e ganhou o torneio. – história citada no livro Por seu espírito esportivo – Ed. Vergara & Riba Editoras Ltda. |
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Recusemos ser uma geração de “pasteis”! |
 Portugal e os portugueses vivem hoje um já muito longo período de eternas dúvidas!
Dúvidas sobre a vantagem ou não dos grandes projectos públicos, sejam eles: auto-estradas, aeroportos, TGVs ou barragens.
Dúvidas sobre a utilização dos dinheiros públicos, aplicados em: subsídios sociais de vária natureza, em hospitais público-privados, em auditorias e estudos de todos os géneros, em “tapar buracos” financeiros das autarquias, em vantagens financeiras a certas empresas, etc, etc. |
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PERMANÊNCIA DO TEMPO DA NATUREZA |
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Até meados da centúria de Novecentos, o Povo Português, inserido, no essencial, num ambiente socioeconómico fortemente marcado pela vertente agro-pastoril, não se enquadrava, de forma alguma, no designado tempo artificial, o dos relógios, até porque não se usavam.
Guiando-se pelos ciclos agrícolas, os Portugueses desconheciam a importância do tempo dos relógios mecânicos. Nos séculos XVII, XVIII e XIX usavam-se relógios de sol e era por eles que a maior parte da população, analfabeta, buscava um referencial para as imprecisas actividades quotidianas. Os relógios solares, posicionados, no essencial, em edifícios públicos, em esquinas, ou no topo das paredes das habitações particulares, davam, na medida do possível, uma ideia geral do tempo. Estavam em pontos visíveis nas aldeias, vilas e cidades, para que fossem observados pelos transeuntes. Quando os não havia, os campónios orientavam-se pelo Sol. No zénite, isto é, no ponto imediatamente acima de nós, era meio-dia e por aí adiante. Havia a divisão em manhã e tarde, mas a mesma não se fazia com rigor, pois não havia um referencial para tal. Alguns agricultores e pastores sabiam verificar, pelo Sol, as horas com algum rigor, visto estarem habituados a observar, no campo, aquela estrela. Contudo, à precisão não se dava a devida importância, na medida em que as actividades realizadas o não exigiam. |
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SISTEMAS COSMOLÓGICOS EM PORTUGAL |
De um modo geral, no Portugal dos séculos XII a XX vigoraram três sistemas de explicitação do funcionamento do Universo, o de Cláudio Ptolomeu, o de Tycho Brahe e o de Nicolau Copérnico.
O modelo ptolemaico esteve em uso, no país, do século XII à centúria de setecentos. Este, com origem na filosofia grega, particularmente de Aristóteles (384-322), assentava na ideia de que o cosmos, aliás, todo o universo, executava um movimento, que era circular, em torno da Terra, estando esta, como então se supunha, no centro de todo o sistema. Assim, o modelo aristotélico, que haveria de enformar, mais tarde, o de Ptolomeu, constituía-se com base numa estrutura de esferas consideradas vítreas, cada qual com um astro.
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“Crónicas de Lisboa” Vistas curtas no combate ao desemprego? |
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Unbenanntes Dokument
Alguns partidos da oposição apresentaram há dias na Assembleia da República um projecto de lei de alteração nas condições vigentes da antecipação da reforma dos trabalhadores no activo, por velhice, isto é, pretendiam ver aprovada, pelo plenário de deputados, uma alteração ao decre-lei vigente de modo a permitir a antecipação da reforma a todos aqueles trabalhadores que tivessem, no mínimo, 40 anos de contribuições (quotizações) para a Segurança Social (SS). Se actualmente a idade mínima para se iniciar a vida activa (trabalhador por conta de outrem), é de 16 anos, os 40 anos de SS de contribuições perfaziam, no mínimo, 56 de idade, contra os 65 da lei.
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Política portuguesa! O debate anunciado. |
Passados poucos dias do início do ano de 2010, a política portuguesa começa a mostrar alguns detalhes do que vão ser os temas principais de discussão do novo ano.
No domínio da governação, verifica-se algum abrandamento nas suas posições de “razão absoluta”, para dar lugar a um diálogo que permita encontrar os consensos possíveis e evitar o confronto social e político, que se desenhava em “frente aberta”, com algumas camadas sócio-profissionais, desde há muito em “guerra” com os respectivos titulares das pastas, secundados pela oposição político-partidária, com interesse manifesto em afectar a imagem do governo. |
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“Quando achei que sabia todas as respostas, mudaram as perguntas”. |
Adoro essa frase, ela contém a regra básica da vida: tudo se transforma e as mudanças serão constantes, afinal não nascemos prontos.
Porém como lidar com as transformações?
De tempos em tempos a vida nos colocará em cheque. E todos os momentos em que a vida tem feito isso comigo, desde que ouvi essa frase: “quando achei que sabia todas as respostas, mudaram-se as perguntas”, o caminho ficou mais fácil. |
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Solidariedade! Das palavras aos actos. |
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O povo português pode ter muitos defeitos, mas falta de sentimentos não tem! Se percorrermos a história do comportamento dos portugueses, desde a colonização até aos episódios mais recentes da sua intervenção social, encontramos factos que nos demonstram que, este povo da “Nação valente” assume, voluntariamente, face às dificuldades dos outros, um comportamento profundamente humanista. Uma postura que, já no passado, tanto o diferenciou dos seus mais próximos vizinhos, hoje tão elogiados por alguns iberistas de fraca memória.
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“Crónicas de Lisboa” - Porque é Natal |
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Sem filhos e qualquer outro familiar na cidade, a morte da esposa levou-lhe o último elo, dado que a situação de reforma, também já tinha cortado com ténues vínculos com os ex-colegas da empresa onde trabalhou vários anos. Aderiu às modernidades e, por isso, domiciliou, no seu banco, todos os pagamentos mensais, nomeadamente a renda da casa, o telefone, a água e a electricidade.
Com os vizinhos do apartamento onde vivia, raramente se cruzava na escada e muito menos havia qualquer outro tipo de contactos. Vivia, assim, duma forma solitária, “modus vivendi” muito próprio desta vida moderna que nos torna num qualquer “bicho” desta aldeia global. |
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“Crónicas de Lisboa” - Quando eu era menino, (não) havia Natal? |
Quando eu era menino, era (muito) pobre e, para mim, o Natal era um “luxo” dos outros meninos, ricos ou remediados. Todos os anos, havia na igreja da minha aldeia, um presépio muito bonito e no qual estava um menino que tinha nascido tão pobre quanto eu, porque também eu nasci numa “manjedoura” e no dia do Seu aniversário de nascimento (25 de Dezembro), celebrava-se esse acontecimento e o padre dava-nos a beijá-lo, nu como tinha nascido, tal como todos nós, residindo aí a única igualdade entre os pobres e os ricos, isto é, nascermos todos nus. |
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Observando as notícias sobre tufões, terremotos e tsunamis – imagino se essas são formas da Natureza de “colocar a casa em ordem”.
O que pode ser feito para ajudarmos esse Planeta com tantas belezas naturais, que nos acolhe e propicia colocarmos em prática ensinamentos tão valiosos e universais quanto “amai-vos uns aos outros”? |
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FERRAMENTAS DE CONSTRUÇÃO NO PORTUGAL MEDIEVO |
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Nalgumas iluminuras medievais, portuguesas ou estrangeiras, observa-se que a picareta era uma ferramenta usada no corte da rocha, para que a uniformidade de um bloco fosse uma realidade. Este instrumento caracterizava-se, no Portugal medievo, por possuir um cabo em madeira, de forma cilíndrica, a ser utilizado pelas duas mãos. A peça metálica, por sua vez, era constituída por duas secções simétricas, opostas, ou seja, uma em cada extremidade da ferramenta, que tinha a forma de um T. O comprimento do cabo rondava, no sistema métrico, cerca de 0,76 metros. Por outro lado, a haste metálica, posicionada perpendicularmente à pegadura, tinha 0,45 metros de uma extremidade à outra. As medidas variavam de umas ferramentas para as outras, quer por falta de um sistema de uniformização, estandardização, das mesmas, quer pelo próprio desgaste provocado pelo trabalho. |
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Um paradoxo orna os atos de censura perpetrados em países tão díspares quanto Brasil, Cuba e Reino Unido. Perguntado numa pesquisa em qual deles o direito de expressão sofre mais restrições, um cidadão qualquer medianamente informado não hesitaria em atribuir à ilha caribenha o título de campeã nessa modalidade totalitária. |
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“Não há melhor lugar que a nossa casa” Filme - O Mágico de Oz |
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Quando era adolescente morei com minha família em Portugal. Gostei muito de lá viver, e quando as oportunidades da vida nos trouxeram novamente ao Brasil, senti-me um pouco perdida sem saber exatamente qual país era o meu lar. Nessa altura o meu coração também era luso, devido a pessoas incríveis que conheci e me acolheram.
Muitos anos se passaram e de vez em quando voltava essa sensação de não estar no meu devido lugar.
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